CONSUMO LGBTQ+, FAÇA PARTE DA DIFERENÇA

Imagem via Google

Estou há dias começando um processo de mudança, que não tem sido difícil mas, que exige muito de pesquisas e de uma melhor percepção de tudo que há ao meu redor. Estou reeducando o meu consumo, começando pelo digital, e focando no consumo de conteúdo LGBTQ+. Sabe aquele papo de “ninguém solta a mão de ninguém” e “bora ajudar as manas”? Então, não é tão difícil e decidi que tornaria isso algo real e que vai além de meme.

A tarefa, ao primeiro momento, pode não parecer um super desafio, pois sabemos que o número de LGBTQs produzindo conteúdo é algo crescente e temos visto conteúdos fantátsticos e repletos de boas dicas, boas referências e bom gosto. Quando o assuno é produção cultural, então, aí a comunidade LGBTQ+ é um prato cheio. Tem sido incrível descobrir essa infinidade de conteúdo e produções. É incrível porque tenho descoberto cada vez mais séries, filmes e, principlamente (por causa do meu podcast semanal Estante LGBT), livros LGBTQ+ e de autores da nossa comunidade. Isso é lindo e maravilhoso, posso encontrar muitos títulos e uma grande variedade de assuntos e gêneros dentro deste universo tão vasto e diverso. Porém, como nem tudo são flores, há também algo muito preocupante em meio a tudo isso: o excesso de banalização, sexualização, levianidade e, até mesmo, oportunismo dentro desse meio (como em qualquer lugar, claro).

Não vou adentrar tudo que tem me desagradado em minha busca por material LGBTQ+ de qualidade, pois se o fizesse não é meu foco aqui. Então, vou focar em lembrar que temos uma vasta opção de consumo quando o assunto é a comunidade LGBTQ+. Já passamos muito tempo com a heterossexualidade nos enfiada goela abaixo e o heteronormativo tem sido o “normal” ao longo dos anos e “não se discute”. Pois creio que chegou a hora de discutir, sim. Discutir porque a gente tem tão pouca representatividade e ir além disso, dar espaço para os nossos. Discutir porque as televisões estão repletas de gente hétero quando o LGBTQ+ brasileiro tem a maior Parada do Orgulho quando se compara com qualquer outro país do planeta. Discutir porque nossa TV, nosso cinema, nossos teatros e até os canais do youtube são meios predominantemente hétero e branco. Questionar-se é necessário, mas começar a dar voz à essas minorias é quase que uma obrigação para quem faz parte delas.

Bora pensar “fora da caixa” e ir além do pensar, consumindo e compartilhando mais e mais para que todos saibam: nós existimos. O gay, a lésbica, a/o trans, a travesti, o assexuado, o negro, enfim, toda a minoria é digna de voz e espaço. E se nós, LGBTQ+ não ajudarmos mudando nossos hábitos de consumo e compartilhando os nossos, estamos fadados à mesmice e caretice de tudo que sempre dizemos não querer mais, mas continuamos aceitando apenas por sermos pessoas acomodadas e que não se esforçam para fazer a diferença. Façamos a diferença.

Ouça agfora o novo episódio do meu podcast, Estante LGBT:

MÊS DO ORGULHO LGBT, TU TENS ORGULHO MESMO?

Imagem via Google

Eis que chega o mês de junho, mas não são as festas juninas que perderemos, pelo isolamento social, que me deixam triste por não poder participar. Mas sim os eventos do Mês do Orgulho LGBTQIA+ que deixaremos de presenciar e passaremos a ter, em menor escala, em lives. Porém, não vou descrever exatamente sobre isso, mas sobre algo além de eventos, que é essencialmente o que se divulga nessas situações. Também não vou relembrar como toda nossa luta começou, lá na revolta de Stonewall há mais de cinquenta anos. Mas vou nos lembrar de ideais nascidos nesse período e nos eventos gerados por ele, as Paradas do Orgulho.

Quero levantar uma questão ao leitor: tu tens orgulho dos teus amigos LGBTs? “Claro, os trato da melhor forma e somos muito amigos e etc” alguns responderão, mas quero levar isso a outro nível. Orgulho é um abraço maior e mais caloroso que isso. Refarei a pergunta de forma, talvez, mais clara: tu compartilhas o trabalho, defende os ideiais, participa ativamente defendendo a causa ou prestigia teu amigo LGBTQIA+? Esse é o ponto onde creio que aperta o sapato quando o assunto é “amigo de LGBTs”. Ter na roda de amigos é muito fácil. Já não é sacrifício. Mas tu defendes os LGBTs, comprando briga mesmo, se tiver de comprar, mesmo quando teu amigo(a) não está presente na rodinha de conversa?

Vou dar um exemplo prático, pra ajudar a clarear ideias. Quando tô em almoço de família, jantar, o que seja e algum parente começa com o discurso “não sou racista, mas…” eu já interrompo na hora e o mostro que o condicional “mas” já nos diz que o que segue a frase é ou será contraditório. Tal qual dizer que não é racista e ser anti cotas e achar que é balela. Assim, também vejo muitos amigos de LGBTs que “não são contra, mas…” e dizem absurdos como “ser gay tudo bem, mas não seja uma bichona”, “tudo bem amar alguém do mesmo sexo, mas não precisa beijar em público”… Essa lista de frases de homofobia velada pode ir longe. Mas retorno ao foco: tu defendes o LGBTQIA+ além de dar oi, abraço e falar por rede social? Tu apoia aquele amigo que se monta de drag, indo a shows ou compartilhando seu conteúdo? Aliás, tu tens ou teria amigos drags?

Quero crer que eu estou rodeado de amigos de verdade, que entendem minha luta e abraçam a causa por inteiro. Mas tem pequenos detalhes e comentários que me mostram, às vezes, que a gente ainda precisa educar muito as pessoas em relação a nossa comunidade e tudo mais que envolve o LGBTQIA+. Epero que aproveitemos esse mês para, não só parabenizar o amiguinho no Dia do Orgulho LGBT (28 de junho), mas para consumir mais LGBTs, compartilhar conteúdo esclarecedor sobre a causa e buscar sermos mais “orgulhosos” de nossos conhecidos LGBTs. Se tu estás disposto a isso, parabéns, tu és um bom amigo e participa do Orgulho LGBT. Gratidão!

NOVIDADES: VIVA OS PODCASTS

Capa do meu podcast (saiba mais ao longo do post).
Arte por Alef Leal

Hello, babies. Espero que estejam todos segures (sim, com E mesmo) e bem. Os últimos dias têm sido insanos por serem os dias finais da pré-venda de meu primeiro livro, Todo Amor Que Nunca Te Dei. Tenho produzido muito conteúdo, feito muitos contatos e nas últimas semanas sairam podcasts em que fui convidado e aproveitei pra falar brevemente do livro. Também tenho a maior novidade de todas: agora tenho meu próprio podcast. Então, vamos para as novidades.

Participação no NinhoCast by Lucas De Lucca

Semana passada saiu o episódio onde dois escritores da Editora Flyve, que lançou meu 1º livro, e eu falamos sobre representatividade LGBTQIA+ na literatura e mais outros assuntos relevantes para a nossa comunidade. Tu podes ouvir abaixo.

Participação no podcast Alô Terráqueo

Em 8 de maio saiu o episódio do podcast do meu namorado, Alef Leal, sobre rejeição. Nele falei sobre como transformei a rejeição e o desamor de um boy no livro Todo Amor Que Nunca Te Dei. O episódio traz reflexões super interessantes e super indico para todes.

Meu próprio podcast, o Estante LGBT

Já pensava em ter meu próprio podcast desde metade do ano passado. Ouço muitos podcasts diariamente e acho que eles vieram pra ficar pois é muito prático consumir seu conteúdo durante atividades do dia a dia. Mas eu não queria apenas fazer algo do tipo “bate papo”, levantando questões que já costumo expor aqui em crônicas. Eu esperei muito porque eu queria uma proposta original e que atendesse a alguma lacuna que estivesse em aberto na internet. Como o isolamento tem feito eu consumir mais livros, e estou mergulhando na literatura LGBT, decidi criar o Estante LGBT para dar dicas de livros LGBTQIA+ ou autores LGBTQIA+ e fazer com que mais gente se interesse pela literatura produzida pela nossa comunidade. Inicialmente seria dominical, mas nesta semana refleti e agora ele sairá todo sábado e amanhã já teremos um episódio novo, claro, e com convidado novo. Eis aqui o primeiríssimo episódio.

Meu podcast faz parte do #LGBTPodcasters

O #LGBTPodcasters é um movimento criado para divulgar podcasts brasileiros produzidos e direcionados para pessoas LGBTQI+. A hashtag foi usada pela primeira vez em 18 de agosto de 2017 pelo perfil @euamopodcast. Conheça os podcasts que já fazem parte da rede #LGBTPodcasters no link abaixo.

lgbtpodcasters.com.br/podcasts

LGBTQIA+ NO DIVÃ

Imagem via Google

Então, doutor, eu nem sei direito por onde começar. É que é tanta coisa. Vou até tentar resumir pra não passar dos nossos quarenta minutos. Se quiser, em alguma parte de meus relatos, me parar para fazer observações, sinta-se a vontade. Afinal, é o senhor o profissional aqui, o senhor quem manda.

As neuras começam pelo fato de eu ser LGBTQ. Sou gay, a maior parte de meus amigos ou é bissexual, ou trans ou é travesti e eu me sinto ótimo, bem acolhido, por isso. Mas sabe como é: toda vez que a gente sai, enquanto todos do nosso grupo não respondem no whatsapp dizendo que já chegaram e estão seguros dentro de casa, eu não relaxo nem durmo.

Quando eu namoro alguém, por morarmos em uma cidade consideravelmente grande, onde transita muita gente e todo tipo de pessoa, eu nunca pego na mão do meu namorado em público. Beijo então, morro de medo desde uns anos atrás quando meu ex e eu apanhamos no shopping por eu acariciar o rosto dele. Voltar pra casa com a boca inchada e dizendo que bati no poste foi meio triste, constrangedor também mentir isso.

Família é aquele lance de “te aceitamos, mas do nosso jeito”, “seja gay mas não seja ‘bicha’, por favor, essas e outras frases que eles não acham que seja, mas é completamente homofóbico. Não entendem ainda que aceitação se dá por completo e abraça o individuo como ele é. O contrário disso é apenas mera tolerância, provavelmente por laço sanguíneo, nada além disso.

Somando essa pressão da família, sempre reluto muito em ser eu mesmo quando tô me arrumando. Por morar aqui, que é um lugar com gente ultrapassada, eu nunca ponho minhas roupas preferidas. Essas eu uso só em ocasiões especiais e na cidade vizinha, que, no bairro onde costumamos fazer happy hour, o povo é mais mente aberta. Aqui eu mal uso roupa colorida, fico no preto e branco e, ainda assim, basta pôr uma calça justa que já olham estranho. Às vezes até tem carro que passa e gritam de dentro: “bicha”. Vai ver deve fazer bem pra quem grita, vai entender…

Se não bastassem essas questões, ainda tem gente que diz que não precisamos ser representados em filmes, livros e séries. Tem gente do governo que diz que não se deve falar sobre a gente pra instruir e orientar ao respeito nas escolas. Vai dando um desgosto de não ser apoiado nem por quem deveria pensar no bem de todos e priorizar os direitos humanos. Tudo isso vai dando um aperto no peito e um nó na garganta.

Acho que é só tudo isso, sabe?! O senhor é só um psicólogo, sei que nada vai poder fazer pra mudar a situação toda. E ainda tem gente que olha pra mim e pergunta: “nossa porquê você parece sempre tão triste?”. Mas ao menos eu estou aqui pra tentar não enlouquecer com isso me sufocando enquanto a igualdade pela qual luto, e muitos chamam de mimimi, não chega. Enfim, já deu quarenta minutos, doutor?

DIA MUNDIAL DE COMBATER A LGBTFOBIA, JUNTOS!

Foto via Freepik

Nem todos sabem, mas dia 17 de maio é o Dia Mundial do Combate a LGBTfobia. É uma data para celebrar nossas diferenças e trazermos para a discussão o preconceito contra esta minoria, contra a nossa minoria. Hoje é um dia marcado históricamente para promover a luta pela causa LGBT e levantar debates e discussões sobre preconceito e crimes de ódio contra os nossos.

A data é referência simbólica da luta pelos direitos de nossa comunidade, uma vez que coincide com o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como doença. “A gente comemora o ganho do reconhecimento, mas isso ainda tem que ser apropriado por todos os aparelhos da sociedade para entenderem que a transexualidade, a travestilidade e a homossexualidade não são doenças, mas parte do comportamento humano; é preciso compreender que não é uma opção”, diz Tathiane Aquino de Araújo, presidenta da Rede Nacional de Pessoas Trans (Rede Trans Brasil).

Hoje, em todo o país, acontecem diversas lives (por motivos de isolamento social) promovidas em redes sociais LGBTs e institucionais, com a finalidade promover o orgulho LGBTQIA+ e difundir nossa luta contra preconceito e crimes de ódio contra os nossos. Eventos musicais oline e também debates são promovidos para legitimizar a causa e fazer da data um marco nas redes sociais.

No Ceará, a data é o marco para Semana Janaína Dutra de Promoção do Respeito à Diversidade Sexual e de Gênero, instituída pela lei 16481/17. O estabelecimento desta semana visa divulgar a legislação de combate à Homofobia, Transfobia, Bifobia e Lesbofobia – LGBTfobia, promover o respeito à diversidade sexual e de Gênero, estimular reflexões sobre estratégias de prevenção e combate à LGBTfobia e sobre os tipos de violência contra a população LGBT, como a moral, psicológica e física. É visado também conscientizar a comunidade acerca da importância do respeito aos direitos humanos e sobre os direitos da população LGBT e divulgar os canais institucionais e de denúncias por telefone e apresentar os equipamentos de denúncias e acolhimento no âmbito do Estado do Ceará.

É inegável que esta data é de extrema necessidade e será para sempre. Mas o problema é que não temos nada a “celebrar”, como alguns eventos sugerem. Pois, mesmo com uma porção de direitos adquiridos, o Brasil segue como o país que mais mata LGBTs no mundo. Sim, nem em países onde ser LGBT é crime os índices de morte são tão altos quanto os nossos. Sendo assim, a data é de extrema importância para nossa visibilidade e para que mais gente se volte para a causa, fortalecendo nossos elos contra a barbaridade que é a LGBTfobia. E tu, já divulgaste a causa LGBTQIA+ hoje?

SOBRE O PEQUENO PRÍNCIPE

Em dois de fevereiro, por volta das 21h, ele curtiu uma foto minha no instagram por causa de uma hashtag. Curti algumas dele de volta e recebi mais umas curtidas em fotos, até que eu respondi a um story dele com “so cute” (tão fofo). Começamos a teclar a partir dali e, embora talvez nem eu acredite nesse tipo de coisa, eu já sabia que tudo estava acontecendo pra ele ser meu.

Horas passaram-se, trocamos número de  whatsapp e ele começou a mandar áudios, aquela voz grave dele mexe comigo. Trocamos playlists do spotify e riamos muito de figurinhas e memes que pareciam vir de uma pessoa que já conhecia a outra de muitos anos. Não creio em vidas passadas, mas o que sinto é que por muito tempo eu enviei ao Universo minha energia chamando pela vibração dele e fui atendido.

Embora tudo fosse mágico, ainda havia algo que me deixava com o pé atrás: ele tinha um namorado. Porém, invés de me desesperar eu apenas deixei tudo fluir pois a certeza de que iríamos ficar juntos era algo que simplesmente me preenchia e fazia eu ver tudo com leveza. Não me importava o tempo que teria de esperar, eu simplesmente sabia que seríamos um do outro.

Dias foram passando e essa troca se intensificando, enquanto o namoro dele não ia bem e o namorado mal o respondia. Chegou ao ponto de eles conversarem e o parceiro resolver dizer que mudaria, mas no dia seguinte ele seguiu fazendo pouco caso desse cara incrível que conheci. Acompanhando tudo, invés de ficar feliz eu até fiquei chateado, ele merecia mais que aquilo e eu queria ser o melhor pra ele. Eu sabia que sou capaz de ser o melhor pra ele.

Quando ele me contou que o boy finalmente havia dito que não queria mais nada com ele, senti um alívio que ele veio a me confessar sentir  também. Estabelecemos um pré acordo, antes mesmo do primeiro encontro, de que já estávamos apenas um pelo outro. Medos? Tive, mas eu tinha também aquela certeza, que senti na primeira teclada, a certeza de que eu estava fazendo a coisa certa.

Dias depois, esperei apreensivamente por uma graninha entrar e finalmente ela caiu na conta e eu encarei as cinco horas de Porto Alegre a Tavares para ver ele e me doar àquilo que já me consumia, a paixão. Havia ainda um certo medinho da famosa “química” não rolar. Mas eu simplesmente guardei o medo no bolso e disse “bora que o que eu sinto não é pouco e isso precisa ser vivido plenamente”… E foi.

O primeiro abraço, na rodoviária, foi caloroso e cheio de ternura com uma pitada de desejo por mais. Queria tê-lo beijado ali mesmo, mas fomos resguardados e aguardamos chegar na casa dele. Fechando a porta e dado o primeiro beijo eu tive a certeza: ele veio pra mudar minha vida. E desde então é o que tem feito. A química é maior do que jamais sonhei ser. O beijo, o toque, o carinho, o olhar, o riso, as trocas, a doação, as carícias e o sexo, tudo é repleto  uma reciprocidade que nenhum homem em meus 33 anos jamais me deu.

Já me apaixonei e já senti que fui valorizado por uma paixão antes, mas na intensidade e doação que agora existe jamais houve. Ele é meu muso inspirador, ele é meu ombro amigo em dias ruins e somos causa do riso um do outro. Ele é meu calmante natural, pois percebi que quando estou com ele eu não fico a roer unhas e dedos, eu apenas relaxo e vivo o momento. Ele também é a melhor companhia pra qualquer rolê ou pra tomar uma taça de vinho enquanto contamos passagens de nossas vidas, boas ou ruins. Ele ri das minhas dancinhas e diz que eu danço bem, algo que não acredito mas acho uma delícia de ouvir, e me tira pra dançar no meio da sala ao som de MPB. Já somos lindos juntos sem fazer força, modéstia a parte.

Eu me desnudei pra ele como jamais o fiz antes. Contei medos, temores, traumas, micos e conquistas. Ele? Ah, ele foi tão transparente quanto eu e me deixou ainda mais encantado por tudo que ele é e ainda quer ser. Quando ele perguntou “onde tu esteve esse tempo todo?” de mim simplesmente saiu “eu estive tentando evoluir pra ser minha melhor versão pra ti”. E de fato eu creio fielmente nisso. Agora eu vivo suspirando e, embora a gente viva longe um do outro, sinto que tudo só cresce porque essa doação mútua é vivida diariamente em pequenos atos que aquecem o coração e trazem a segurança da reciprocidade.

Nos dias juntos descobri que ele superou muitas barras, passou muitas dificuldades ao longo de seus 25 anos e tornou-se um homem, que acho muito mais inteligente e maduro que eu, ue sou mais velho. Ele é um homem maduro, que sabe se reinventar e, mesmo passando por diversos perrengues, ele nunca perdeu a doçura e a leveza de seu lado criança, seu lado “pequeno príncipe”. Quando ele sorri tudo vira luz e todos sorriem de volta e quando ele faz graça todos se deixam levar pelo carisma incrível que ele trasmite a cada palavra. Quando ele olha nos meus olhos, apenas tenho a certeza de que tudo ao lado dele vale a pena e de que ele me vê por inteiro.

Então, agora ele é meu e eu sou dele e é isso. E nem se eu fosse o mais talentoso e inspirado dos poetas escreveria algo a altura do homem sensacional, guerreiro, maduro, carismático e inspirador que ele é. Mas ao menos nossa historia virou uma crônica, a primeira de muitas, obviamente, pra lembrar ele que ele é um capítulo novo em minha vida. E, desde dia 21, quando me disse sim, ele me faz sorrir sem ao menos precisar fazer piada.

Alef Leal, obrigado por existir e fazer toda a diferença. Te amo, meu pequeno príncipe (que é a tatuagem que carregas em ti e representa tua doçura, sensibilidade e olhar puro)!!!

Nota: me permiti ser um pouco cafona na montagem da imagem acima, pois todas manifestações possíveis de amor guardadas no íntimo do meu ser estavam guardadas pra ele. ♡

APRENDI COM MEUS EX

Imagem via Freepik

Ouvi esta manhã os relatos humanos e cheios de lições maravilhosas e inspiradoras do influenciador digital Federico Devito (que sigo e admiro a aproximadamente 10 anos) em seu podcast (que deixo no fim do texto). Após ouvir e terminar suspirando muito, com nó na garganta eu pensei: “eu me devo esta reflexão”. Então deixei de lado a crônica dominical já pronta e decidi escrever isso.

Meu primeiro e mais longo relacionamento não é um namoro. É um rolo de  idas e vindas de 2005 a 2016 que tornou-se o livro TODO AMOR QUE EU NUNCA TE DEI, a ser lançado em maio pela Editora FLYVE. Então, eu não vou nem contar ele aqui, pois uma reflexão longa, junto de toda sua história,  está no livro. Aguardemos.

Meu primeiro namorado foi o R. Tínhamos uma diferença de 4 anos, eu 22 e ele 18. Foi mega intenso e lindo. Nos conhecemos em tempo de Orkut e decidimos nos encontrar e tudo começou a  fluir. Foi super gostoso no início, mas eu estava longe de ser o melhor namorado na época. Eu nem tinha ideia do comprometimento que envolvia um relacionamento. Éramos super chicletinhos e não respeitávamos limites e  nem tínhamos individualidade. Demorou a perceber que era algo tóxico. No fim vim a descobrir que ele já tava em relacionamento com outro cara fazia um mês e eu ficava na casa dele esperando ele do “plantão” enquanto os dois estavam juntos.

Meu segundo namorado foi um cara incrível. Tudo se encaixava, exceto pelo fato de ele ser de SP e eu do RS. Mas, ainda assim, fizemos dar certo por um tempo, curto. Ele veio ao Rio Grande do Sul duas vezes e foi tudo lindo. Eu já entendia que era necessário cada um ter sua vida antes de se ter uma vida a dois. Então um dia, quando ele disse que ia pra um barzinho com um amigo novo eu até o encorajei. Mas no fundo, tinha algo me dizendo “não vai dar bom”. No dia seguinte ele me contou que ficou com esse amigo. Eu fiquei arrasado, mas eu amava ele demais, achava ele o cara mais incrível do planeta e disse que tava tudo bem, que a gente podia contornar isso. Mas ele disse que eu não merecia isso, que não se sentia bem e que não queria mais nada comigo. Foi minha segunda morte em vida por conta de coração partido.

O relacionamento seguinte, com meu segundo R, foi meu namoro mais intenso e duradouro. Nele eu aprendi que tentar ser algo que não se é, além de ser  sinal de desespero na luta pela aceitação, é a maior mostra fraqueza e falta de autoconfiança. Ele tinha um estilo de vida muito fora dos meus padrões. Sabe aquela música do Seu Jorge que diz: “burguesinha, só no filé”? Então era isso, talvez até mais que isso. E eu tentei a todo custo ser alguém maior do que podia. Não que eu seja pouco, mas eu queria ser da elite sem nem ao menos suar pra conquistar isso. Então ostentei uma vida “de mentirinha” enquanto vivia um sentimento de verdadinha e que terminou finalizado com o pé na bunda,  onde  ele entrou com o pé e eu com a bunda, por uma série de fatores. Mas ele não foi uma pessoa ruim em minha vida, muito pelo contrário, ele foi o cara mais incrível que se possa imaginar. Ele se doou muito, mas precisou de espaço, afinal (esqueci de mencionar) ele tinha 8 anos menos que eu. Ces’t la vie.

Hoje penso em quanto tempo em minha vida eu perdi achando que o problema era o outro. Demorei muito a perceber que muitas vezes fui tóxico ou não fui transparente e que minha falta de amor próprio me levava a repetidos erros e entregas desesperadas onde não havia reciprocidade. Nem sempre o demônio é o outro. Mas a gente não quer que o demônio seja a gente. É necessário muito autoconhecimento pra  reconhecer o nosso próprio caos. E autoconhecimento dói até ser bom fazer a diferença que faltava  pra tudo fluir melhor.

Então, caro leitor, te proponho hoje fazer uma reflexão sobre ex relacionamentos, e até mesmo sobre o atual, caso o tenha. Repense no quanto de reciprocidade existe em cada troca. Nem sempre  conseguimos ser uma versão melhor de nós mesmos. Eu não sou o melhor exemplo, como deixei claro aqui. Mas nunca é tarde pra se autoavaliar e mudar  a direção. E esse mudar implica em dedicar-se a fazer e ser melhor. Pro próximo, mas principalmente e antes de tudo para nós mesmos. Bora exercitar todo e qualquer passo de mudança com finalidade de melhora. A gente precisa  mudar o interno pra afetar o externo e fazer disso algo macro que gera mudanças grandiosas em tudo ao nosso redor. Apenas revisite-se, pegue na sua própria mão e siga.

Eis aqui o podcast do lindo do Federico Devito, que originou a reflexão…

NA PELE TRANS

Imagem via Freepik

July tem 20 anos e, com muito custo conseguiu formar-se no ensino médio. Enfrentou rejeição por toda sua vida, desde a infância, em seus primeiros traços de feminilidade, passando pela adolescência conturbada na escola, até chegar a vida adulta, aos 18 anos, quando, ao revelar querer fazer a sua transição sexual, foi expulsa da casa dos pais e encontrou amparo na casa de uma vizinha, uma senhora caridosa que a viu crescer. Hoje, July não consegue emprego. Toda vez em que a entrevista chega ao ponto em que a candidata revela-se ser uma mulher trans, a expressão facial do entrevistador muda automaticamente e ela já sabe que sua resposta será negativa.

André tem 23 anos, por sorte é aceito pela sua família como o homem trans que é e tem uma namorada que o ama. André teve a sorte de ter uma boa formação, conseguiu cursar Educação Física e é professor em uma escola estadual, onde enfrenta diariamente alguns olhares tortos de professores mais conservadores, mas não se deixa abater. Um belo dia, saindo da escola onde leciona, André foi pego em uma emboscada por um aluno mais um grupinho que, todos entre seus 16 e 17 anos de idade. A gangue o chamou de aberração e antes mesmo que ele pudesse escapar o cobriram de socos que o fizeram cair enquanto começaram a golpeá-lo com chutes ininterruptos até que ele perdesse os sentidos e em minutos viesse a óbito.

Andreza tinha amor a vida até deparar-se com as dificuldades de ser trans em um dos países que mais mata LGBTQs no mundo. Ela não teve acesso a boa formação, teve de desistir da escola por viver em um ambiente hostil. A falta de apoio familiar não a ajudou e pela falta de oportunidade de emprego, ela sempre era rejeitada nas entrevistas, sua família a disse que não aceitava uma criatura que “não é de Deus” e ainda por cima não se sustenta. Hoje Andreza anda pelas ruas e becos, dorme em qualquer canto e se prostitui pra poder sustentar seu vício em drogas, que foi sua única forma de, por instantes, não focar seus pensamentos no mundo cruel que jamais lhe foi receptivo e, muito menos, acolhedor.

Essas histórias não são reais, mas são um retrato da realidade. Podem ser facilmente relatos de vida de diversas pessoas transexuais do Brasil, o país que mais mata trans no mundo. O que difere uma pessoa da outra, aos meus olhos, é apenas a ignorância, pois de fato a diferença debaixo do conjunto de pele, cabelo, cor de olhos e ter barba ou não inexiste. Debaixo de todas as camadas de pele e tudo que faz da gente algo “apresentável”, somos apenas ossos, um esqueleto, que fiz questão de tatuar anos atrás pra me lembrar, vendo-o todos os dias, que somos todos iguais e ao morrer retornamos a essa “forma” de igualdade. Então, que custa tratar teu próximo de igual pra igual e estender a tua mão pra uma minoria, hoje?

A INFLUÊNCIA DE DIVAS POP NA CULTURA E COMUNIDADE LGBTQIA+

Cyndi Lauper em Parada LGBTQ+ em 2008. Imagem via Google.

Ninguém sabe dizer exatamente quando ou onde esse fascínio pelas Divas Pop começou, mas o fato é que a comunidade LGBTQ+ aclama grandes cantoras e as enaltece tornando-as Divas. Algo que possa talvez nos levar a entender um pouco do porque desta ”glorificação” da comunidade para com essas cantoras são questões como a identificação e a representatividade que suas atitudes e posicionamentos geram. Em sua maioria, elas se apresentam como figuras independentes, positivas, fortes, empoderadas e assim inspiram LGBTs e, principalmente, os gays, o que faz deste público a maior parte dos fãs destas artistas.

“Qual é a sua diva favorita?” já é uma pergunta recorrente no meio LGBTQ+. As respostas variam e, muitas vezes, vão de encontro com a idade do fã. O pessoal anos 1980, por exemplo, geralmente curte mais cantoras como Madonna, Cher, Cyndi Lauper. Já nos anos 1990 tivemos a explosão do Girl Power e as Spice Girls, quase sempre, são citadas como as preferidas dessa geração que também viu se criar Shakira, Miss Britney Spears e Christina Aguilera. Nos anos 2000 eu apenas consigo pensar na poderosa Beyoncé e na fofinha da Avril Lavigne como nomes realmente fortes do meio, mas é claro que surgiram mais algumas artistas. Atualmente muita gente tem como Divas as cantoras Selena Gomez, Taylor Swift e algumas outras mais ”novinhas”.

Eu, particularmente, creio que para ser considerada uma verdadeira Diva uma cantora deva ter alguns pontos relevantes: ser uma boa artista, cantora ou musicista, ser original, ser acessível e reconhecer que é ”feita” pelo seu público e ter construído um legado em sua trajetória. Sim, creio que nomes recém surgidos não são boas referencias para chamarmos de Divas, afinal elas mal nos apresentaram a que vieram e talento por talento já vimos diversos nomes de talento que viraram ”artistas de um hit só”.

MINHAS DIVAS FAVORITAS

Quem me lê aqui, ou me conhece das redes sociais, já sabe que quem encabeça minha lista é a Rainha do Pop e da porra toda, Madonna. Madonna construiu um legado e começou a ser considerada Diva pelo inicinho dos anos 1990, quando sua carreira estava em um de seus pontos altos com a Blond Ambition Tour, 1990, e o lançamento da coletânea The Imaculate Collection, que trazia todos os hits o mais novo sucesso, que marcou sua carreira, Vogue. Além da contribuição para com a indústria da música Pop, a artista completa levantou o feminismo, questionou a submissão da mulher e fez questão de falar abertamente de sexo quando o assunto era tabu e foi massacrada por isso, óbvio. A Diva também contribuiu na luta contra a AIDS, tendo até campanha em encarte de discos no final da década 1980, vide Like A Prayer, e viu a doença levar amigos queridos em um tempo em que seu tratamento ainda estava em testes. Madonna reconhece que tem como maiores fãs os LGBTQ+, embora não faça disso uma bandeira, mas já chegou a apresentar-se em boates e, mais recentemente, em uma Parada LGBTQ nos Estados Unidos.

Cyndi Lauper, sim, ela ainda existe e acho que é um dos nomes mais emblemáticos e significativos quando o assunto é relacionamento com a comunidade LGBTQ+. A cantora é referencia na moda e na música de diversos nomes, como Christina Aguilera, Lady Gaga, Nicki Minaj e Pink. Cyndi identificou o público LGBTQ+ como seu muito cedo e apresenta-se frequentemente em diversas Paradas do Orgulho LGBT norte amercanas há anos. Mas em 2008 a cantora estreitou esses laços e criou uma fundação chamada de True Colors Foundation, levando no título ”True Colors”, que é o nome de um de seus maiores sucessos, a fundação é voltada para nossa comunidade e promove aceitação para pessoas homossexuais e trânsgeneros. Vários artistas como Kim Kardashian, Rosie O’Donnell, The B-52’s, Joan Jett, Regina Spektor, Tegan and Sara, Queer Eye for the Straight Guy e Sarah McLachlan participam ativamente nas campanhas da fundação.

Lady Gaga. Gaga não é minha cantora favorita, nunca foi, mas ela tem algo que me encanta, sua transparência e a representatividade que ela carrega em sua carreira. Surgida como ”a excêntrica”, seria impossível não gerar identificação em uma comunidade que sempre foi minoria e colocada para baixo por ser diferente. Lady Gaga nos trouxe uma mensagem importantíssima, a de que devemos abraçar nossa originalidade e nosso amor próprio, amando cada pedacinho de si, por mais delicado e peculiar que ele seja. A cantora fez diferença no mundo da música, entre celebridades e como pessoa no mundo logo que se lançou. Sua música ”Born This Way”, Nasci Assim em tradução livre, encoraja muita gente e tronou-se um hino LGBTQ+. E quando ela chama seus fãs de little monsters, ”monstrinhos”, ela não está os diminuindo, muito pelo contrário, Gaga enaltece o fato de que eles são criaturas diferentes e isso os torna especiais.

Não importa de fato qual é a ”sua Diva Pop”. O que importa é que essas artistas existem, nos representam, nos passam mensagens que nos encorajam a seguir em frente em tempos difíceis. Se mostram humanas para com nossas feridas, seja através de suas músicas ou da dores que deixam transparecer em posts em redes sociais e afins. Referências se fazem necessárias desde sempre e se tu tens uma boa referencia, tu sabes que podes ir longe pois a inspiração que ela proporciona já é meio caminho andado para a auto realização. Ao menos comigo é assim.

TINDER, UMA EXPERIÊNCIA FRUSTRADA

Imagem via Google

Não, não era pra ser uma “experiência”. Eu definitivamente cedi e entrei no Tinder afim de conhecer alguém. Seja lá se fosse pra apenas conhecer melhor alguém tomando um café, em um date mais romântico ou uma “tentativa” de sexo casual ou, até mesmo, ter apenas mais uma pessoa com quem trocar figurinhas no whatsapp. E o resultado foi frustrante, pra não dizer desesperador.

Usei anteriormente a palavra “cedi”, pois foi isso mesmo que fiz. Precisei me desconstruir pra fazer uso do aplicativo de relacionamento. Eu sempre fui aquele chato do contra e até cheguei a chamar esse tipo de app de “açougue de gente”. Mas após uns dias refletindo sobre usar ou não usar, parti pra ação a favor do sim.

Então, ao fim da tarde de sábado eu já estava lá. Textinho de perfil feito, fotos que acho legais e honestas selecionadas, hora de dar LIKE (curtida) ou NOPE (nem) nos boys. Tudo começou errado porque o desorientado aqui arrastava pra qualquer lado afim “descartar” usuários. Mas qualquer pessoa sabe que o jogo é arrastar pra esquerda pra dar NOPE e pra direita pra da LIKE. Devo ter dado LIKE em metade do Rio Grande do Sul até perceber o que estava fazendo.

Acontece que os “likes errados” que viraram o tão esperado MATCH foram iguais a NADA. O MATCH, que é a moral da história pra se dar bem, poder ser o mais frustrante. Pra quem não sabe, o tal MATCH é quando alguém que tu deu LIKE dá em ti também. Mas de uma quantidade razoável de MATCHs, ninguém me chamou pra teclar. Mano, parei pra pensar e fiquei noiado que nem “meus erros”, os boys que dei LIKE errado e rolou MATCH, me querem. Alguns boys eu enviei oi, outros mandei apenas emoji de dois olhos e uns esperei porque achei que eles eram muita areia pro meu caminhão e deviam estar me zoando me ”curtindo”.

O resultado? Com cinco pessoas rolou algum diálogo, o mesmo diálogo deixou de fluir e não me responderam mais, fazendo com que o “papo” durasse menos de 24h. Uns nem responderam o oi, ficou só no tal MATCH, o que me soa como uma “massagem no ego para aqueles com baixa auto estima”. Mas não sou ninguém pra julgar. Dá LIKE quem quer e quem não quiser responder MATCH que sinta-se a vontade.

Mas confesso que depois desses três dias eu me pegay bem decepcionado e frustrado com a experiência. Me levantou questionamentos como: “será que preciso disso pra me sentir ‘validado sentimentalmente’ no meio?” Ou: “será que nasci pra algo mais analógico?” Ou ainda: “será que é precipitado concluir que não me serve em apenas quatro dias?”

Mas fica a lição de que pode ser uma rede social meio… estranha, com gente que tecla e depois some e gente que te deseja mas não quer diálogo. Então, pode realmente não ser o tudo de mais divertido pra quem ‘não sabe brincar’ e é muito chato, exigente e espera que as coisas aconteçam, como eu. Tem ainda a questão de eu achar bi-zar-ro que algumas pessoas ponham seus pesos no perfil. Qual fiscal fica lá vendo que fulaninho tá acima do peso e daí não merece um LIKE? Tem que ver isso ae…

Até agora todo e qualquer questionamento segue sem resposta. Meu amigo Guibs, que me conhece muito bem, disse “tu não vai durar uma semana lá”. Pois bem, migue, o perfil está lá, embora ontem já tenha causado certo ranço e eu nem tenha entrado, já pra evitar aumento no nível de estresse. Mas talvez até sábado eu me sinta mesmo obrigado a levantar minha bandeira branca e procurar o ‘excluir perfil’.