MÊS DO ORGULHO LGBT, TU TENS ORGULHO MESMO?

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Eis que chega o mês de junho, mas não são as festas juninas que perderemos, pelo isolamento social, que me deixam triste por não poder participar. Mas sim os eventos do Mês do Orgulho LGBTQIA+ que deixaremos de presenciar e passaremos a ter, em menor escala, em lives. Porém, não vou descrever exatamente sobre isso, mas sobre algo além de eventos, que é essencialmente o que se divulga nessas situações. Também não vou relembrar como toda nossa luta começou, lá na revolta de Stonewall há mais de cinquenta anos. Mas vou nos lembrar de ideais nascidos nesse período e nos eventos gerados por ele, as Paradas do Orgulho.

Quero levantar uma questão ao leitor: tu tens orgulho dos teus amigos LGBTs? “Claro, os trato da melhor forma e somos muito amigos e etc” alguns responderão, mas quero levar isso a outro nível. Orgulho é um abraço maior e mais caloroso que isso. Refarei a pergunta de forma, talvez, mais clara: tu compartilhas o trabalho, defende os ideiais, participa ativamente defendendo a causa ou prestigia teu amigo LGBTQIA+? Esse é o ponto onde creio que aperta o sapato quando o assunto é “amigo de LGBTs”. Ter na roda de amigos é muito fácil. Já não é sacrifício. Mas tu defendes os LGBTs, comprando briga mesmo, se tiver de comprar, mesmo quando teu amigo(a) não está presente na rodinha de conversa?

Vou dar um exemplo prático, pra ajudar a clarear ideias. Quando tô em almoço de família, jantar, o que seja e algum parente começa com o discurso “não sou racista, mas…” eu já interrompo na hora e o mostro que o condicional “mas” já nos diz que o que segue a frase é ou será contraditório. Tal qual dizer que não é racista e ser anti cotas e achar que é balela. Assim, também vejo muitos amigos de LGBTs que “não são contra, mas…” e dizem absurdos como “ser gay tudo bem, mas não seja uma bichona”, “tudo bem amar alguém do mesmo sexo, mas não precisa beijar em público”… Essa lista de frases de homofobia velada pode ir longe. Mas retorno ao foco: tu defendes o LGBTQIA+ além de dar oi, abraço e falar por rede social? Tu apoia aquele amigo que se monta de drag, indo a shows ou compartilhando seu conteúdo? Aliás, tu tens ou teria amigos drags?

Quero crer que eu estou rodeado de amigos de verdade, que entendem minha luta e abraçam a causa por inteiro. Mas tem pequenos detalhes e comentários que me mostram, às vezes, que a gente ainda precisa educar muito as pessoas em relação a nossa comunidade e tudo mais que envolve o LGBTQIA+. Epero que aproveitemos esse mês para, não só parabenizar o amiguinho no Dia do Orgulho LGBT (28 de junho), mas para consumir mais LGBTs, compartilhar conteúdo esclarecedor sobre a causa e buscar sermos mais “orgulhosos” de nossos conhecidos LGBTs. Se tu estás disposto a isso, parabéns, tu és um bom amigo e participa do Orgulho LGBT. Gratidão!

TODO AMOR QUE AGORA COMPARTILHAREI

Não acredito que um artista se compare a uma mãe, e sua sensação de colocar ao mundo um filho, quando este gera uma criação e a compartilha, como alguns dizem. Não creio que o milagre do nascimento possa ser comparado com o que quer que seja, pois é grandioso demais. Mas, também, não acredito que se deva desmerecer o quão conectado com a divindade está aquele que põe pra fora sua arte após gerá-la.

A reflexão acerca da dádiva da criação vem acompanhada de medo, borboletas no estômago e com receios de um possível fracasso. Mas, também, vem acompanhado de algo muito maior: o orgulho de ter feito de um trauma uma obra de arte.

Embora, para alguns, minha narrativa, que vem de relatos somados a diários que tornaram-se meu primeiro livro, “Todo Amor Que Nunca Te Dei”, seja passível de questionamento quanto a seu teor literário, sei que o que criei é arte. Usei da linguagem para expressar meu inferno pessoal vivido em onze anos de relação com alguém sexualmente mal resolvido. Fiz das palavras minha âncora para desafundar do que por muito tempo me soterrou.

Eu sabia que, cedo ou tarde, eu teria um livro publicado. O sonho não é de hoje. Em 2009, quando iniciei a primeira versão deste blog, já almejava tornar meu “amontoado” de pensamentos em forma de posts, que descobri serem crônicas, um livro, físico ou digital. Mas jamais imaginei que antes disso acontecer teria um livro ainda mais confessional do que o material que já produzia através das publicações de crônicas.

Ter meu primeiro livro saindo às 00:01 dessa segunda-feira para pré-venda pela Editora FLYVE é muito mais do que o realizar de um sonho de sentir-me realmente um escritor por ter uma obra impressa. É um verdadeiro exorcismo compartilhado com quem aceitar recebê-lo, dado o caráter confessional que o livro imprime.

Me realizo duplamente com este lançamento. Me liberto de anos de dor, compartilhando e me desnudando de um passado um tanto quanto assombroso e me vejo, finalmente, como alguém que alcançou uma meta traçada há anos e agora está pronto para compartilhar sua primeira obra literária com todos. Além de meu primeiro livro, quem adquirir “Todo Amor Que Nunca Te Dei” estará adquirindo uma reflexão sobre recuperar o amor próprio e sobre saber retirar-se quando não se é mais servido.

Abaixo deixo o link do site da editora para que possas adquirir o teu, que tem mais de 35% (menos 18 reais do valor total) de desconto nesse primeiro mês:

https://www.editoraflyve.com/todo-amor-que-nunca-te-dei

O AUTODESAFIO

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Tudo começa com um desejo básico: ser melhor. Seja um amigo melhor, um namorado melhor, um dono de casa melhor, um fillho, um profissional, um quarentenado, o que quer que seja melhor nasce no desejo. Depois começa o autodesafio.

Melhorar não é algo que acontece do dia pra noite. Aprimorar-se exige tempo, dedicação e, até mesmo, paciência. Paciência, sim, pois temos de entender nosso próprio ritmo.

Algo muito comum nesse processo, e um ato falho, é comparar-se. Fulano conseguiu mudar de vida e hoje tem a profissão dos sonhos e tudo isso aconteceu em menos de seis meses. Fulaninha tá com um corpo invejável, em apenas quatro meses ela está quase igual a Barbie. Beltrano conseguiu sair da depressão e agora parece estar em um relacionamento maravilhoso. Essas são apenas algumas das comparações que é comum ouvir no processo de autodesafio de melhora de vida.

No que elas acresentam algo em nossa vida? Possivelmente em nada. Em alguns casos elas até podem servir de impulso pra que nos dediquemos mais, mas temos de relembrar que cada um tem um ritmo. Em outros casos elas geram desespero por provocar a necessidade de fazer sua vida acontecer tão rápido quanto o outro o fez.

Autodesafiar-se implica em buscar formas de melhorar no sentido proposto a fazê-lo. Se quero ser um filho melhor, devo dar mais carinho e atenção aos meus pais ou, talvez, buscar ser mais empático nos momentos conflituosos de discussão, que toda família tem. Se quero ser um profissional melhor, preciso me dedicar a me atualizar em minha área e buscar o possível “algo a mais” que me faça destacar-me em meu mercado. Se me proponho a ser um namorado melhor, devo atender às necessidades do meu relacionamento, como não focar apenas nos defeitos, reservar mais tempo pra quem amo, fazer pequenas surpresas que mudem o dia a dia de casal e assim por diante.

Encarar o autodesafio para uma mudança exige um bocado de qualquer um. Mas nada é inalcançável se temos foco e boa vontade. Uma mente aberta pode ser chave para abrir portas nos relacionamentos e em oportunidades jamais imaginadas antes. A chave do progresso é a repetição de tentativas. Ninguém tem êxito de primeira, mas com dedicação a gente chega lá. E se acreditarmos nisso, já é meio caminho andado pro sucesso.

CASADOS PELA QUARENTENA

Ele & eu ♡

Sempre sonhei em me casar com uma pessoa sensacional. Alguém que me inspira, que me motiva diariamente e que me move a ser uma versão melhorada de mim mesmo. Viver um relacionamento assim, cheio de amor, motivação e reciprocidade parecia algo distante até o início de fevereiro, quando tudo começou. O que eu não tinha ideia, nem em meus sonhos mais distantes, é que a vida me faria ter tão cedo uma “vida de casado”, com essa pessoa tão especial.

A ideia inicial era aproveitar as duas semanas de isolamento social, período que a escola estadual onde ele trabalha estabeleceu inicialmente como o tempo de quarentena. Acontece que, aos poucos, como bem sabemos, as coisas foram tomando proporções maiores e a situação do COVID-19 foi ficando mais alarmante e o tempo de quarentena foi prorrogado pelo governador do estado, seguindo orientações da OMS.

É claro que, no início, nada parecia ruim. Acordar juntos todos os dias, estimular um ao outro em seus trabalhos, nas tarefas domésticas e em tudo mais que a vida a dois envolvia foi algo empolgante desde o começo do “confinamento”. Para a gente, que mora longe e fica muito tempo sem se ver, não seria sacrifício algum encarar mais tempo juntos se aventurando em nos conhecermos mais e nos doarmos mais ao nosso relacionamento, que em tão pouco tempo já se mostrou extremamente intenso da melhor forma para ambos.

Muito mais nus do que quando compartilhamos o banho ou a cama, a quarentena nos mostrou um para o outro como somos diante do bom e do ruim que surge no dia a dia, diante das dificuldades, diante das alegrias e diante de nossas próprias imperfeições, que ficam a cada dia mais explícitas. E, acreditem ou não, não tem sido difícil como eu achei que seria. Temos dias ruins, é óbvio, mas os momentos bons são infinitamente maiores e mais proveitosos que pequenos momentos que parecem mais difíceis.

Criamos uma espécia de barreira, um limite pessoal que estabelecemos para aqueles dias em que não acordamos cem por cento ou aqueles momentos em que estamos irritados por algo relacionado a trabalho. Exemplo: quando ele tem uma situação difícil e que está se demorando a resolver no trabalho ou quando eu não consigo ter um bom rendimento na escrita de meu trabalho atual (meu próximo livro), não ficamos bajulando o outro com mensagens chatas de “vai ficar tudo bem”. Apenas deixamos aquele momento de frustração ser vivido e respeitamos o tempo um do outro de lidar com aquilo. Essa individualidade foi algo que conversamos sobre, e que acreditamos ser a base de um relacionamento, desde nossa primeira teclada no Instagram.

Assim, temos passado dias tentando estabelecer uma rotina, algo que é um desafio maior do que conviver um com o outro. Outro ponto muito positivo é que ainda temos o tempo “sozinho” pra fazermos o que gostamos. Não são raras as vezes em que estou no home office trabalhando e ele está no quarto assistindo vídeos no smartphone ou fazendo qualquer coisa que ele gosta de fazer. Também é muito comum enquanto ele trabalha enviando as aulas, pela manhã, eu estar no quarto lendo ou ouvindo meus podcasts favoritos (um vício nesta quarentena). Tem também a madrugada, período em que ele dorme o sono dos justos enquanto assisto entrevistas, leio ou faço aulas de escrita.

Pois é, por mais assustador que estar “repentinamente casado” seja, creio que estamos vivendo dias maravilhosos e que, possivelmente, seriam preocupantes de se viver separadamente. Sei que é um privilégio estar com meu namorado nesse período, tanto quanto é um privilégio poder estar em isolamento social. Mas me sinto realizado, casado e bem amparado por mais assustador e tenso que este confinamento forçado esteja sendo para todos. Gratidão define e amor também.

  • Nota do namorado do editor: O ALEF É LINDO! ♥

ISOLAMENTO SOCIAL E AFASTAMENTO CONSEQUENCIAL

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Os últimos dias e o isolamento social trouxeram a tona muita gente expondo suas opiniões nas redes sociais. Muita gente pró e contra as providências governamentais. Com isso, houve algo que observei de perto, pois aconteceu com muitos amigos e também comigo: o afastamento consequencial.

Trata-se de um afastamento de amigos, família e conhecidos de redes sociais devido ao posicionamento pró ou contra o governo. Algo que ainda é muito delicado e difícil separar e superar. As diferença quando se toma partido, favorável ou não, às atitudes do Presidente gritam mais que os laços que outrora nos uniram, o que é lamentável. E, como consequência surgem afastamentos, por vezes, inesperados.

Sei que não consigo agradar a todos quando me revolto e me exponho em minhas redes sociais, muitas vezes de maneira agressiva, confesso. Mas também sinto que não tem havido mais um meio termo de se relevar o que o outro pensa quanto ao assunto. Tive a experiência desagradável de ver duas pessoas, que estimo muito, deixando de falar comigo devido a nossas divergências políticas. E também houve outro amigo, o qual troquei comentários e fluiu um diálogo, que simplesmente não levou adiante, dexando assim que tivessemos um possível atrito ou apenas entendeu que eu não mudaria meu posicionamento.

Se me exponho na internet com meu ponto de vista, como tenho feito desde 2009 por meio deste blog, do Twitter e do Facebook é porque acho necessário o diálogo sobre o que exponho. Mas nesse isolamento social eu aprendi que não tenho o casco necessário, ou o devido traquejo para ser pessoa pública pois não me calo diante de discurso raso e não sei ignorar respostas negativas quando sei que meu discurso é plausível. O que me leva a não ter certeza se serei o mesmo impulsivo ao me expor como antes.

Mesmo assim, sigo não me achando o dono da uma verdade absoluta e imutável. Sei que ainda tenho muito a aprender, principalmente quando o assunto é empatia e saber dosar as palavras quando discuto sobre política. Mas eu não trocaria elos antigos e duradouros por opiniões rasas, questionáveis e que excluem bom senso e, principalmente, minorias, por exemplo.

Sendo assim sinto que se alguém partiu em meio a essa avalanche de auto exposição crítica é porque já não me é parceiro. Deixemos que fique em um barco separado do meu e siga seu caminho. E que, com sorte, nos salvemos todos do naufrágio. Pois, como tenho visto o andar dos ventos, parecemos apenas estarmos cada vez mais perto da afundar.

RAD – RELACIONAMENTO A DISTÂNCIA

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‘Querendo dá’ diz a canção Outro Sim de Fernanda Abreu que nos passa a mensagem clara de uma máxima da vida: quem quer faz acontecer. Assim é pra quem, mesmo com nossa educação aos trancos e barrancos, quer estudar, quem quer viajar, quem quer perder peso, enfim, assim serve pra tudo na vida, inclusive algo que vivo atualmente, um relacionamento a distância. 246km de distância, para ser mais preciso.

Não é todo dia que a gente tá realizado da vida por simplesmente ter encontrado alguém mais do que especial. Tem dias que a falta daquela pessoa por perto pesa e pesa muito. Ainda mais se, como no meu caso, parece que tu tens anos de vivência com a pessoa, assim tudo tem um peso extra dada tamanha afinidade. Mas eu sempre costumo pensar que poderia ser pior. O meu par poderia ser alguém que vive no Japão e eu sentir que, mesmo com a distância, somente essa pessoa me completa e ela merece que eu espere por ela o tempo que for.

Não levo todo e qualquer relacionamento como complicado, a não ser que seja abusivo. Nesse caso eu pulo fora ao primeiro sinal sem ao menos dar chance de render o mínimo que poderia. Creio que o ser humano é que tende a complicar as relações e ficar procurando pêlo em ovo. Eu mesmo já estive no time dos ‘complicadores’ e vez ou outra ainda tenho meus surtos de leve. Mas o que importa é que pra qualquer relação se dar é necessário doação, doação essa que eu sinto em meu relacionamento, que, mais do que qualquer outro que já vivi, é movido por reciprocidade.

No fim das contas, com todos os aparatos proporcionados pela tecnologia e modernidades, a saudade acaba sendo mero detalhe que serve de combustível para um reencontro surreal e delicioso. Enquanto isso as conversas via whatsapp, repletas de áudios, imagens, gifs, vídeos e chamadas de vídeo intensificam-se e fazem do relacionamento a distância apenas mais uma forma de amar, sem grandes complicações ou empecilhos.

Pode até ser longe, mas encarar as cinco horas de viagem com a expectativa de ter o toque, o beijo, o sorriso e o carinho da pessoa amada não tem preço. E nos últimos minutos de viagem, quando já está chegando ao destino, sentir o coração disparar e o alívio que dá ao ver o ser amado vindo em tua direção com um sorriso largo no rosto, isso só intensifica que distancia nenhuma separa dois corações apaixonados, afinal: querendo dá.

DÊ PLAYLISTS DE PRESENTE

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Isso aqui eu já não sei se enquadra-se como crônica ou apenas como uma super dica baseada no valor que eu dou pra você, caro leitor. Creio que o título já entregou completamente a que esse post veio, mas bora especificar. Não está sendo fácil, já cantava Cátia Cega, e bem sabemos que em meio a tantas necessidades financeiras, a gente da casse C não pode dar presente pra todos os amigos em datas especiais, daí nasce a ideia de dar de presente uma playlist, como já fiz pra ti, caro leitor, no Carnaval.

Quer algo mais pessoal e gostoso que música? O ato de criar uma playlist por ser movido por selecionar músicas que tenham marcado momentos vividos com a pessoa a ser presenteada ou músicas que quando tu escuta a letra ou melodia te lembram daquela pessoa. E quer elogio melhor que uma pessoa dizer ”quando ouço esse som eu lembro de ti” ou ”essa música lembra da gente”? É o auge da valorização alguém te dedicar uma música.

Quando alguém me manda uma música ou playlist eu escuto atentamente pra poder extrair a mensagem e o porque de a pessoa ter pensado em mim ouvindo aquilo. As vezes é algo bobo, as vezes é uma mensagem séria que tem a ver com minha vida ou com passagens vividas com a pessoa que enviou. O importante é que me sinto valorizadíssimo quando alguém compartilha comigo algo tão especial e particular que é a música.

Música é poesia, mensagem da letra ao tom de voz e melodia. Uma música muda o animo da gente, transforma real oficial o ambiente quando a vibe não tá boa e precisa ser transformada. Daí saber que essa música, ainda mais, uma seleção de músicas, foram escolhidas pra tu ouvir e saber que aquela pessoa especial dedica isso pra ti… Ah, cara, eu só acho essa doação algo lindo e prazeroso de ser vivido. É algo que a gente precisa fazer com mais frequência.

Sem contar que o ato de criar a playlist, por menor que seja, nos permite reviver cenas do passado com a pessoa ou apenas buscar coisas que vão aquecer ou confortar o receptor. É uma doação super simples, mas que pode dizer muito da gente e fazer o outro sentir a gente mais perto. Apenas permita-se ser um criador de algo especial e que vai tocar quem receber. Te garanto que é um prazer gostoso de ser vivido.

A playlist acima, que por sinal ouço enquanto escrevo, eu ganhei do meu incrível namorado. E é maravilhosa essa troca que temos desde a primeira teclada, onde começamos a enviar músicas que achamos que tem a ver com o outro. Experimente flertar com alguém trocando este tipo de estímulo. Apenas te joga que é tiro certo.

Nota – Meu aniversário é em 6 de setembro e eu vou ficar mega feliz de ganhar uma playlist inspirada em mim.

SOBRE O PEQUENO PRÍNCIPE

Em dois de fevereiro, por volta das 21h, ele curtiu uma foto minha no instagram por causa de uma hashtag. Curti algumas dele de volta e recebi mais umas curtidas em fotos, até que eu respondi a um story dele com “so cute” (tão fofo). Começamos a teclar a partir dali e, embora talvez nem eu acredite nesse tipo de coisa, eu já sabia que tudo estava acontecendo pra ele ser meu.

Horas passaram-se, trocamos número de  whatsapp e ele começou a mandar áudios, aquela voz grave dele mexe comigo. Trocamos playlists do spotify e riamos muito de figurinhas e memes que pareciam vir de uma pessoa que já conhecia a outra de muitos anos. Não creio em vidas passadas, mas o que sinto é que por muito tempo eu enviei ao Universo minha energia chamando pela vibração dele e fui atendido.

Embora tudo fosse mágico, ainda havia algo que me deixava com o pé atrás: ele tinha um namorado. Porém, invés de me desesperar eu apenas deixei tudo fluir pois a certeza de que iríamos ficar juntos era algo que simplesmente me preenchia e fazia eu ver tudo com leveza. Não me importava o tempo que teria de esperar, eu simplesmente sabia que seríamos um do outro.

Dias foram passando e essa troca se intensificando, enquanto o namoro dele não ia bem e o namorado mal o respondia. Chegou ao ponto de eles conversarem e o parceiro resolver dizer que mudaria, mas no dia seguinte ele seguiu fazendo pouco caso desse cara incrível que conheci. Acompanhando tudo, invés de ficar feliz eu até fiquei chateado, ele merecia mais que aquilo e eu queria ser o melhor pra ele. Eu sabia que sou capaz de ser o melhor pra ele.

Quando ele me contou que o boy finalmente havia dito que não queria mais nada com ele, senti um alívio que ele veio a me confessar sentir  também. Estabelecemos um pré acordo, antes mesmo do primeiro encontro, de que já estávamos apenas um pelo outro. Medos? Tive, mas eu tinha também aquela certeza, que senti na primeira teclada, a certeza de que eu estava fazendo a coisa certa.

Dias depois, esperei apreensivamente por uma graninha entrar e finalmente ela caiu na conta e eu encarei as cinco horas de Porto Alegre a Tavares para ver ele e me doar àquilo que já me consumia, a paixão. Havia ainda um certo medinho da famosa “química” não rolar. Mas eu simplesmente guardei o medo no bolso e disse “bora que o que eu sinto não é pouco e isso precisa ser vivido plenamente”… E foi.

O primeiro abraço, na rodoviária, foi caloroso e cheio de ternura com uma pitada de desejo por mais. Queria tê-lo beijado ali mesmo, mas fomos resguardados e aguardamos chegar na casa dele. Fechando a porta e dado o primeiro beijo eu tive a certeza: ele veio pra mudar minha vida. E desde então é o que tem feito. A química é maior do que jamais sonhei ser. O beijo, o toque, o carinho, o olhar, o riso, as trocas, a doação, as carícias e o sexo, tudo é repleto  uma reciprocidade que nenhum homem em meus 33 anos jamais me deu.

Já me apaixonei e já senti que fui valorizado por uma paixão antes, mas na intensidade e doação que agora existe jamais houve. Ele é meu muso inspirador, ele é meu ombro amigo em dias ruins e somos causa do riso um do outro. Ele é meu calmante natural, pois percebi que quando estou com ele eu não fico a roer unhas e dedos, eu apenas relaxo e vivo o momento. Ele também é a melhor companhia pra qualquer rolê ou pra tomar uma taça de vinho enquanto contamos passagens de nossas vidas, boas ou ruins. Ele ri das minhas dancinhas e diz que eu danço bem, algo que não acredito mas acho uma delícia de ouvir, e me tira pra dançar no meio da sala ao som de MPB. Já somos lindos juntos sem fazer força, modéstia a parte.

Eu me desnudei pra ele como jamais o fiz antes. Contei medos, temores, traumas, micos e conquistas. Ele? Ah, ele foi tão transparente quanto eu e me deixou ainda mais encantado por tudo que ele é e ainda quer ser. Quando ele perguntou “onde tu esteve esse tempo todo?” de mim simplesmente saiu “eu estive tentando evoluir pra ser minha melhor versão pra ti”. E de fato eu creio fielmente nisso. Agora eu vivo suspirando e, embora a gente viva longe um do outro, sinto que tudo só cresce porque essa doação mútua é vivida diariamente em pequenos atos que aquecem o coração e trazem a segurança da reciprocidade.

Nos dias juntos descobri que ele superou muitas barras, passou muitas dificuldades ao longo de seus 25 anos e tornou-se um homem, que acho muito mais inteligente e maduro que eu, ue sou mais velho. Ele é um homem maduro, que sabe se reinventar e, mesmo passando por diversos perrengues, ele nunca perdeu a doçura e a leveza de seu lado criança, seu lado “pequeno príncipe”. Quando ele sorri tudo vira luz e todos sorriem de volta e quando ele faz graça todos se deixam levar pelo carisma incrível que ele trasmite a cada palavra. Quando ele olha nos meus olhos, apenas tenho a certeza de que tudo ao lado dele vale a pena e de que ele me vê por inteiro.

Então, agora ele é meu e eu sou dele e é isso. E nem se eu fosse o mais talentoso e inspirado dos poetas escreveria algo a altura do homem sensacional, guerreiro, maduro, carismático e inspirador que ele é. Mas ao menos nossa historia virou uma crônica, a primeira de muitas, obviamente, pra lembrar ele que ele é um capítulo novo em minha vida. E, desde dia 21, quando me disse sim, ele me faz sorrir sem ao menos precisar fazer piada.

Alef Leal, obrigado por existir e fazer toda a diferença. Te amo, meu pequeno príncipe (que é a tatuagem que carregas em ti e representa tua doçura, sensibilidade e olhar puro)!!!

Nota: me permiti ser um pouco cafona na montagem da imagem acima, pois todas manifestações possíveis de amor guardadas no íntimo do meu ser estavam guardadas pra ele. ♡

APRENDI COM MEUS EX

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Ouvi esta manhã os relatos humanos e cheios de lições maravilhosas e inspiradoras do influenciador digital Federico Devito (que sigo e admiro a aproximadamente 10 anos) em seu podcast (que deixo no fim do texto). Após ouvir e terminar suspirando muito, com nó na garganta eu pensei: “eu me devo esta reflexão”. Então deixei de lado a crônica dominical já pronta e decidi escrever isso.

Meu primeiro e mais longo relacionamento não é um namoro. É um rolo de  idas e vindas de 2005 a 2016 que tornou-se o livro TODO AMOR QUE EU NUNCA TE DEI, a ser lançado em maio pela Editora FLYVE. Então, eu não vou nem contar ele aqui, pois uma reflexão longa, junto de toda sua história,  está no livro. Aguardemos.

Meu primeiro namorado foi o R. Tínhamos uma diferença de 4 anos, eu 22 e ele 18. Foi mega intenso e lindo. Nos conhecemos em tempo de Orkut e decidimos nos encontrar e tudo começou a  fluir. Foi super gostoso no início, mas eu estava longe de ser o melhor namorado na época. Eu nem tinha ideia do comprometimento que envolvia um relacionamento. Éramos super chicletinhos e não respeitávamos limites e  nem tínhamos individualidade. Demorou a perceber que era algo tóxico. No fim vim a descobrir que ele já tava em relacionamento com outro cara fazia um mês e eu ficava na casa dele esperando ele do “plantão” enquanto os dois estavam juntos.

Meu segundo namorado foi um cara incrível. Tudo se encaixava, exceto pelo fato de ele ser de SP e eu do RS. Mas, ainda assim, fizemos dar certo por um tempo, curto. Ele veio ao Rio Grande do Sul duas vezes e foi tudo lindo. Eu já entendia que era necessário cada um ter sua vida antes de se ter uma vida a dois. Então um dia, quando ele disse que ia pra um barzinho com um amigo novo eu até o encorajei. Mas no fundo, tinha algo me dizendo “não vai dar bom”. No dia seguinte ele me contou que ficou com esse amigo. Eu fiquei arrasado, mas eu amava ele demais, achava ele o cara mais incrível do planeta e disse que tava tudo bem, que a gente podia contornar isso. Mas ele disse que eu não merecia isso, que não se sentia bem e que não queria mais nada comigo. Foi minha segunda morte em vida por conta de coração partido.

O relacionamento seguinte, com meu segundo R, foi meu namoro mais intenso e duradouro. Nele eu aprendi que tentar ser algo que não se é, além de ser  sinal de desespero na luta pela aceitação, é a maior mostra fraqueza e falta de autoconfiança. Ele tinha um estilo de vida muito fora dos meus padrões. Sabe aquela música do Seu Jorge que diz: “burguesinha, só no filé”? Então era isso, talvez até mais que isso. E eu tentei a todo custo ser alguém maior do que podia. Não que eu seja pouco, mas eu queria ser da elite sem nem ao menos suar pra conquistar isso. Então ostentei uma vida “de mentirinha” enquanto vivia um sentimento de verdadinha e que terminou finalizado com o pé na bunda,  onde  ele entrou com o pé e eu com a bunda, por uma série de fatores. Mas ele não foi uma pessoa ruim em minha vida, muito pelo contrário, ele foi o cara mais incrível que se possa imaginar. Ele se doou muito, mas precisou de espaço, afinal (esqueci de mencionar) ele tinha 8 anos menos que eu. Ces’t la vie.

Hoje penso em quanto tempo em minha vida eu perdi achando que o problema era o outro. Demorei muito a perceber que muitas vezes fui tóxico ou não fui transparente e que minha falta de amor próprio me levava a repetidos erros e entregas desesperadas onde não havia reciprocidade. Nem sempre o demônio é o outro. Mas a gente não quer que o demônio seja a gente. É necessário muito autoconhecimento pra  reconhecer o nosso próprio caos. E autoconhecimento dói até ser bom fazer a diferença que faltava  pra tudo fluir melhor.

Então, caro leitor, te proponho hoje fazer uma reflexão sobre ex relacionamentos, e até mesmo sobre o atual, caso o tenha. Repense no quanto de reciprocidade existe em cada troca. Nem sempre  conseguimos ser uma versão melhor de nós mesmos. Eu não sou o melhor exemplo, como deixei claro aqui. Mas nunca é tarde pra se autoavaliar e mudar  a direção. E esse mudar implica em dedicar-se a fazer e ser melhor. Pro próximo, mas principalmente e antes de tudo para nós mesmos. Bora exercitar todo e qualquer passo de mudança com finalidade de melhora. A gente precisa  mudar o interno pra afetar o externo e fazer disso algo macro que gera mudanças grandiosas em tudo ao nosso redor. Apenas revisite-se, pegue na sua própria mão e siga.

Eis aqui o podcast do lindo do Federico Devito, que originou a reflexão…

TINDER, UMA EXPERIÊNCIA FRUSTRADA

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Não, não era pra ser uma “experiência”. Eu definitivamente cedi e entrei no Tinder afim de conhecer alguém. Seja lá se fosse pra apenas conhecer melhor alguém tomando um café, em um date mais romântico ou uma “tentativa” de sexo casual ou, até mesmo, ter apenas mais uma pessoa com quem trocar figurinhas no whatsapp. E o resultado foi frustrante, pra não dizer desesperador.

Usei anteriormente a palavra “cedi”, pois foi isso mesmo que fiz. Precisei me desconstruir pra fazer uso do aplicativo de relacionamento. Eu sempre fui aquele chato do contra e até cheguei a chamar esse tipo de app de “açougue de gente”. Mas após uns dias refletindo sobre usar ou não usar, parti pra ação a favor do sim.

Então, ao fim da tarde de sábado eu já estava lá. Textinho de perfil feito, fotos que acho legais e honestas selecionadas, hora de dar LIKE (curtida) ou NOPE (nem) nos boys. Tudo começou errado porque o desorientado aqui arrastava pra qualquer lado afim “descartar” usuários. Mas qualquer pessoa sabe que o jogo é arrastar pra esquerda pra dar NOPE e pra direita pra da LIKE. Devo ter dado LIKE em metade do Rio Grande do Sul até perceber o que estava fazendo.

Acontece que os “likes errados” que viraram o tão esperado MATCH foram iguais a NADA. O MATCH, que é a moral da história pra se dar bem, poder ser o mais frustrante. Pra quem não sabe, o tal MATCH é quando alguém que tu deu LIKE dá em ti também. Mas de uma quantidade razoável de MATCHs, ninguém me chamou pra teclar. Mano, parei pra pensar e fiquei noiado que nem “meus erros”, os boys que dei LIKE errado e rolou MATCH, me querem. Alguns boys eu enviei oi, outros mandei apenas emoji de dois olhos e uns esperei porque achei que eles eram muita areia pro meu caminhão e deviam estar me zoando me ”curtindo”.

O resultado? Com cinco pessoas rolou algum diálogo, o mesmo diálogo deixou de fluir e não me responderam mais, fazendo com que o “papo” durasse menos de 24h. Uns nem responderam o oi, ficou só no tal MATCH, o que me soa como uma “massagem no ego para aqueles com baixa auto estima”. Mas não sou ninguém pra julgar. Dá LIKE quem quer e quem não quiser responder MATCH que sinta-se a vontade.

Mas confesso que depois desses três dias eu me pegay bem decepcionado e frustrado com a experiência. Me levantou questionamentos como: “será que preciso disso pra me sentir ‘validado sentimentalmente’ no meio?” Ou: “será que nasci pra algo mais analógico?” Ou ainda: “será que é precipitado concluir que não me serve em apenas quatro dias?”

Mas fica a lição de que pode ser uma rede social meio… estranha, com gente que tecla e depois some e gente que te deseja mas não quer diálogo. Então, pode realmente não ser o tudo de mais divertido pra quem ‘não sabe brincar’ e é muito chato, exigente e espera que as coisas aconteçam, como eu. Tem ainda a questão de eu achar bi-zar-ro que algumas pessoas ponham seus pesos no perfil. Qual fiscal fica lá vendo que fulaninho tá acima do peso e daí não merece um LIKE? Tem que ver isso ae…

Até agora todo e qualquer questionamento segue sem resposta. Meu amigo Guibs, que me conhece muito bem, disse “tu não vai durar uma semana lá”. Pois bem, migue, o perfil está lá, embora ontem já tenha causado certo ranço e eu nem tenha entrado, já pra evitar aumento no nível de estresse. Mas talvez até sábado eu me sinta mesmo obrigado a levantar minha bandeira branca e procurar o ‘excluir perfil’.