COMO COMEÇA UM BOM DIA?

Para algumas pessoas o dia só começa bem se for um dia de folga. Para outras só começa após um banho. Há quem precise de trinta minutos mínimos de silêncio total até “a alma voltar para o corpo”. Eu, faço uma mistura de pequenos prazeres. E isso inclui trabalhar.

Começo pelo despertar real, que só ocorre após uma caneca de café extra forte. Olho superficialmente as redes sociais. Para acompanhar o momento “despertando com café”, acendo um incenso e leio uma crônica da Martha Medeiros ou o trecho de algum livro que esteja me prendendo. São tempos difíceis de se concentrar, mas sigo tentando.

Após esse tempinho de lazer e prazer, é hora de checar e-mails. Nos últimos dias tenho demandas de escrita (tanto para sites quanto para redes sociais) com mais frequência. Depois disso eu parto para a agenda (de papel mesmo) e vejo minhas prioridades. Isso me motiva. Em dias em que acordo e não tenho um trabalho, sinto que tenho de cavocar em mim outras formas de me sentir vivo. Mas acho, mesmo, que só me sinto vivendo quando em atividade de criação. Tanto que não passo um dia sem escrever.

Acredito mesmo naquele papo clichê de “é a gente que escolhe se terá um bom dia”. Afinal, um bom dia é aquele em que a gente consegue administrar bem e equilibrar ofício e prazer. E, por mais corrido que um dia seja, sempre há espaço para uns quinze ou trinta minutos de lazer ou prazer.

E para ti, como começa um bom dia?

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BENDITO SEJA O PASSADO

“Bendito são meus pés que me guiaram até aqui” diz um trecho de uma prece pagã. Demorei a entender seu real significado,  entender que em tudo há um toque do Divino (chame de “luz”, universo, Deus, Buda ou o que preferir) e que se aconteceu é porque precisávamos para que fossemos guiados para um bem maior, o agora.

Bendito o caderninho azul da Jean Book, que tenho desde os anos 2000. Nele anoteii, em inglês, minhas percepções da vida. Nele tentei me resolver na adolescência conturbada, cheia de dúvidas e medos que hoje não me assustam mais. Também foi nesse caderno que fiz as letras das músicas de minha banda e ousei criar alguns poemas.

Bendito seja o caderninho de New York, comprado mais barato porque tem um rasgadinho na capa. Esse caderninho me acompanhou durante o curso técnico de Publicidade e Propaganda. Nele registrei o curso, insights de minhas primeiras campanhas publicitárias e até desenhos e ideias do que ainda quero um dia produzir.

Tenho também um sketchbook, de caveira da John John, dedicado a pessoas que admiro e também onde colo imagens de coisas (materiais mesmo) que sonho em ter, lugares que quero visitar, rabisco uns desenhos não muito bons, mas que me ajudam a desopilar e ainda escrevo, muito mal (mas tento), uns poemas.

Bendito seja meu planner improvisado. Um sketchbook verdeque organizei semanas de setembro a janeiro, para poder me situar nos afazeres dos meses que faltam de 2020. Pois para mim agora tá tudo precisando ser anotado rigorosamente para que nada se perca nas tarefas do dia a dia.

Hoje, revisitando cadernos, encontrei nove companheiros antigos e quis separar os mais relevantes para revisitar aqui, embora todos tenham importância por serem parte de minha jornada de escrita e organização. Se não fosse o caderno e a caneta eu provavelmente não teria chegado tão longe sendo publicado e ainda recebendo mensagens lindas de gente que nunca tive acesso e que gostou do meu livro e se identifica com minha escrita.

Bendito seja o passado e cada passo dado na estrada que me conduziu a quem hoje sou. Bendita seja minha mão, que rabiscou manuscritos, digitou originais e me fez chegar até aqui.

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CARTA A ALANIS MORISSETTE

Foto do manuscrito da carta

Querida Alanis, se não fosse por ti e tua obra muita coisa seria diferente em minha vida. Então, saiba desde já que esta carta aberta é minha mais pura expressão de gratidão em forma de texto.

Se em 1999 eu não tivesse ouvido a música That I Would Be Good na trilha da novela Suave Veneno, eu talvez não teria aprendido inglês de forma autodidata. E se eu não começasse a me interessar tanto em tuas letras e carreira, talvez eu não usasse a escrita como “tábua de salvação” para uma adolescência complicada e sufocante. Também não teria, talvez, me tornado escritor e feito disso meu oxigênio.

Os anos se passaram e minha paixão nunca passou ou diminuiu. Muito pelo contrário, acompanhar tua carreira sem me foi terapêutico. A cada disco vinha mais e mais músicas cujas letras eu pensava: “nossa, eu queria ter escrito isso, porque me define”. Mesmo nos discos com letras mais maduras ou femininas, sempre tem uma ou outra que dialoga com  minha vida.

Contigo aprendi, e aprendo, tanto. Aprendi em Thank U, que devo ser grato por tudo, o bom e o ruim. Em Not The Doctor, aprendi que não devemos ser apoio ou nos apoiar em um relacionamento, usando o outro de muleta. Afinal, como cita a letra, “acredito que um e um são dois”. Em 21 Things I Want In A Lover, a lição é que está ok ser exigente com um pretendente e, se precisar, não vou morrer por esperar alguém que me sirva. Em Spineless, aprendi que compartilhar nossos erros E vergonhas pode nos lembrar de não cair na mesma armadilha. Com You Owe Me Nothing In Return, tu ensinaste que amor real não cobra. Apenas existe e se deixa existir. E nesse novo disco, Smilling  me reforça a ideia de que não importa o passado e as bifurcações da estrada, o lance é permanecer a sorrir e em movimento constante.

Eu poderia passar o resto desta noite fria de terça-feira escrevendo sobre lições e benefícios que tu trouxestes para minha vida. Esse ano lancei em maio meu primeiro livro, Todo Amor Que Nunca Te Dei, te ouvi durante todo o processo de escrita e a obra tem muito da coragem que tu me inspira. Quero seguir a vida inspirado por ti assim.  Ainda bem que o mundo te tem.

Até uma amizade preciosa, o Levi (de SP), dos tempos do auge do Orkut, fizeste nascer por conta de uma comunidade dedicada a ti e tua carreira. Tudo isso me é muito significativo. Mas, enfim, não vou me estender. Finalizo aqui com algo simples, mas muito representativo e que tu usas muito, uma única palavra: GRATIDÃO! Pois quem é fã teu sabe muito bem que um show só se encerra depois de Thank U.

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A primeira música ouvida de um artista que amamos a gente nunca esquece ❤

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O QUE EU TENHO FEITO POR MIM?

“Minha vida tá difícil, não sei mais o que fazer” é a frase dita por 8 ou 9 a cada 10 pessoas. Sim, não tá fácil e viver não é “para amador”, como dizem. Mas afinal, quem é profissional nessa arte?

É necessário muito apreço pelo aprimoramento pessoal e pela busca de um propósito para se encontrar e fazer “a coisa toda” acontecer. Tem gente que passa a vida inteira tentando e, literalmente, morre sem saber a que veio. Mas não acredito que isso torna essa pessoa alguém que não serviu para nada em sua vida. Acredito que todos formamos uma teia e influenciamos uns aos outros. Mas, é claro, nada flui para nos sentirmos bem com nós mesmos se não fizermos por nós mesmos.

A maior parte das pessoas que reclama que está insatisfeito com a situação atual é a mesma que não faz questão de procurar ajuda, ou ler um livro, ou ir ao psicólogo ou médico que possa orientar de acordo com sua necessidade. Sei que alguns dirão: “mas Braian, não é fácil”. Eu sei que não. Porém, nem teu nascimento, que pode até ter sido uma cesariana, aconteceu sem sacrifício e esforço. Porque a vida tem de ser algo que apenas acontece?

Muita gente tem a visão, quase sempre errada, de que quem tá no topo ou numa posição bacana na vida é porque a vida facilitou, nasceu em berço de ouro ou deu sorte de estar no lugar e hora certos. Não sejamos hipócritas, existem pessoas de vida fácil. Mas, a maior maior parte das pessoas bem sucedidas chegou lá porque suou para pavimentar seu caminho. Ou seja, saiu da zona de conforto e enfrentou o seu “não é fácil” para abraçar o “posso e vou fazer o difícil”.

Viver é complexo e cada caso e um caso. Tenho certeza de que isso é fato e não se pode generalizar. Entretanto, a vida basicamente só te oferece duas opções: ou tu segues ou tu segues. Simples assim? Não, porque cada um sabe o peso de sua cruz. E minimizar a dor do outro é indelicadeza. Porém, a pior maneira de avaliar a vida é comparando-se aos demais. Então, o que resta e seguir e olhar para si com generosidade para encontrar seu próprio caminho e então perguntar par si mesmo: o que eu tenho feito por mim?

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A JANELA ESTÁ FECHADA

Imagem via Google

A janela está fechada e por isso sabemos que ela não está em casa. A janela está fechada mais uma vez, o quê mais uma vez nos lembra que o vazio está lá, somente o vazio habita aquela casa. Quando a janela está fechada temos noção de quanto espaço o vazio ocupa. Nunca saberemos quando ela voltará ou se um dia vai voltar. Apenas sabemos que o vazio está lá porque a janela está fechada.

A janela está fechada, posso ver pela fachada. Todo dia ao passar por aquela rua sinto saudades de um sorriso que vivia constantemente toda manhã naquela janela. Todo dia ela sorria desejava me “bom dia”, eu passava, a cumprimentava e então seguia e essa dúvida não me perseguia. Mas agora a dúvida sempre fica: será que ela estará lá? Agora apenas sei que a janela está fechada.

Na primeira vez que vi a janela fechada, apenas achei estranho. Mas não senti nada. Hoje, ao passar pela fachada e ver a janela fechada, o que sinto é uma pontinha de tristeza. Tristeza por não saber mais dela, pela falta de seu sorriso na janela e todo entusiasmo que seu sorriso transbordava. Mas agora só tristeza aqui me assombra por não ver no dia a dia seu sorriso na janela.

A janela está fechada posso ver pela fachada. Só há o vazio em meio ao nada que eu sei sobre ela aquela figura bela que ficava na janela. Agora a beleza já não há, porque ela não está lá e sinto apenas o vazio a me torturar. Vazio e aquela pontinha de tristeza porque a janela está fechada e é só o que posso ver pela fachada.

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A VIDA PELA JANELA

Imagem da janela da sala.

Da janela da sala, enquanto executo meus trabalhos, dou uma escapada de meu dia para adentrar em um mundo desconhecido e por vezes fascinante, a vizinhança. Nada demais acontece na maior parte do tempo, mas já é o suficiente para que eu saia da minha realidade e visite possíveis realidades de quem transita pela rua que minha vista enxerga pelo vidro.

Nem sempre os rostos que vejo são os mesmos. Nem sempre quem transita mora perto. E, quase sempre, o que vejo é algo completamente comum ao dia a dia, se não fosse por minha mente criativa. Minha mente cria histórias para as pessoas que passam, param para conversar entre si, andam de bicicleta com expressão de realização no passeio ou estacionam o carro para ir até o mercado ou a papelaria bem próximos daqui. Tudo é muito comum, mas meu eu criativo insiste em criar “um porquê” alternativo destas cenas acontecerem.

Um carro que para e aguarda por dois minutos, que parecem uma eternidade, e de repente chega um jovem, entra e o carro arranca. Existem muitas possibilidades ali. Pode ser que seja um pai que esperou seu filho vir do mercado ou da papelaria da esquina. Também pode ser que o jovem seja um sobrinho que veio de outra cidade, desceu na rodoviária, que também é muito próxima, e encontrou o familiar para passar o final de semana em sua casa. Talvez o moço seja o namorado do homem no carro, talvez o amante que mantém relacionamento escondido da mulher e, por isso, encontraram-se em uma esquina não tão evidente, mas próxima de tudo. Muita coisa pode ser.

O fato é que todo dia a gente pode observar pessoas e suas vidas, seus trajetos e trejeitos e criar variadas histórias para que possamos sair do tédio habitual de estarmos confinados. O que importa é que muito se aprende observando, sem julgamento, e criando motivos de ser e estar das situações mais banais a situações inusitadas. A vida segue e cada pessoa que transita pela rua nem imagina que criei uma vida diferente para ela. Agora vou digitar o ponto final, pois já me distraí o suficiente nesses vinte minutos em que escrevo e observo a vida pela janela.

LGBTQs E A CRIATIVIDADE

Imagem via freepik

Se tem algo em comum que tenho observado em meus amigos LGBTQIA+, é que, mesmo trabalhando em áreas diversas e alguns nem ao menos lidando com arte, todos somos muito criativos. Todos mostramos uma habilidade ímpar em inovar, seja no que for. Às vezes é na decoração de casa, no jeito de vestir-se, nas fotos nas das redes sociais ou até mesmo fazendo uma gambiarra no dia a dia. Mas porquê o povo da nossa comunidade parece ter um ganho maior quando o assunto é criatividade? Comecei a pensar sobre e elaborei minhas teorias.

O povo LGBTQ vêm da exclusão e de lições da exclusão causada por uma sociedade preconceituosa e que nos deixaram por anos à margem da sociedade. Desde muito cedo uma pessoa excluída aprende que, se ela quiser destacar-se e ir além, ela precisa de conhecimento. Não é a toa que os LGBTQs que conheço leem muito mais do que os héteros. Sendo assim, nós temos essa tendência a buscar conhecimento, o que facilita em tudo na vida.

Adiciono à minha teoria o fato de que desde a infância, a criança LGBTQ já gosta de referências. Aquela coisa zoada por muitos da criança viada que gostava de Xuxa, Spice Girls, Sandy & Junior, Rouge ou RBD pode ser muito mais do que um encantamento, pois torna-se referência. Uma pessoa que se alimenta de diversas referências tem muito mais capacidade de criar algo. Afinal, a criação e a criatividade em si não surgem do nada, são a soma de diversos fragmentos do que vamos guardando no subconsciente e, unindo tudo, temos uma ideia que pode fazer nascer algo novo e inusitado.

O assunto pode ir muito mais adiante, se levarmos em conta que desde cedo, nós LGBTQs, aprendemos a lidar com a curiosidade, começando por nós mesmos. Geralmente nos questionamos muito cedo e temos de nos entendermos para, então, entendermos o mundo. Por isso, desde pequenos somos mais curiosos e queremos aprender mais sobre nossa sexualidade, gênero, sobre nossa comunidade e, depois disso, queremos saber de tudo um pouco. As dificuldades de ser um LGBTQ nos tornam abertos a aprender como “nos virarmos” no mundo e em uma sociedade de visão limitada.

Não, não somos seres superiores. Mas creio que boa parcela dos LGBTQs é muito mais consciente de si, de seu lugar no mundo. Consequentemente essa pessoa tem uma visão melhor da vida e da sociedade. Assim, não é difícil ser uma pessoa mais aberta ao novo, ao desconhecido e ao conhecimento. Acho que todos esses prós somam-se a nosso favor. E, assim, seguimos sendo geralmente mais criativos e, possivelmente, originais. Quem bom!

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“DIARIE-SE”

Diário de Dawn Powell (datado de 1950). Fotografado em New York, 2012.

“Meu querido diário…” foi assim que tudo começou. Não, pera, eu nunca usei essa frase no início de minhas anotações em meus diários, que foi onde minha paixão por escrever começou. Só queria deixar esta crônica mais expressiva mesmo. Se bem que, a inspiração para ter diários veio dessa frase.

A frase “meu querido diário”, seguida de relatos sobre um dos dias na vida de uma personagem infantil era como começava um quadro do programa Pandorga, da TVE. Depois de assistir algumas várias vezes naquele programa o tal quadro onde uma boneca que escrevia em seu diário, me inspirei e peguei um caderno (com poucas folhas) já sem uso e disse pra minha mãe que faria dele um diário. Eu tinha apenas sete anos quando fiz isso e hoje não faço ideia do que eu registrei naquele caderninho.

Parei com o caderninho pouco tempo depois. Somente anos mais tarde, na adolescência, retomei o hábito. Dessa vez, creio eu, mais por necessidade do que qualquer outra coisa. Eu precisava “organizar” os altos e baixos da adolescência em minha cabeça. Escrevendo e relendo eu me encontrava comigo mesmo, fazia autoanálise sem ao menos saber o que era isso. Sempre me fez muito bem o hábito de escrever e, da adolecsência para cá, isso ganhou muita força e espaço em minha vida.

Claro que houveram períodos menos férteis na escrita de diários. Não apenas por não ter uma vida muito agitada, mas também por não me sentir capaz de registrar tudo o que sentia. Mas nesses tempos menos produtivos eu passei a anotar sobre minhas leituras. Sempre fui ddo tipo que lê bastante e já pesseei por diversos gêneros e autores. De Paulo Coelho a Eça de Queiroz, de autoajuda a literatura LGBT. Já flertei com os mais variados livros e, na maior parte das vezes, registrando tudo em caderninhos ou diários.

Hoje em dia uso meus “caderninhos” cada vez menos. Quando quero escrever sobre um livro recém lido, compartilho direto a experiênica em meu instagram, o que acho muito legal pois compartilho com outras pessoas uma possível dica de leitura. Geralmente apelo para os cadernos quando sem bateria no smartphone, quando escrevo algum poema (algo que faço de maneira risivél, mas me arrisco) ou ao criar planejamentos publicitários para clientes e escaletas para freelas. Mas ainda assim, analisando bem, o papel e a caneta jamais deixaram de fazer parte de minha vida e me sinto muito old school escrevendo sobre isso.

Se tivesse que dar uma única dica para quem quer começar a escrever, essa seria: diarie-se. Ou seja, comece pela autoescrita, escreva sobre você mesmo ou sobre livros que lê. Eu mesmo, usei trechos de diários para escrever boa parte de meu primeiro livro, Todo Amor Que Nunca Te Dei. Ah, e leia muito, pois só um bom leitor tem boa capacidade de raciocínio para ser um bom escritor e tanto ler quanto escrever são hábitos diários e que se aprimoram com o tempo. Ops, acho que acabei dando duas dicas, mas já tá valendo.

TODO AMOR QUE AGORA COMPARTILHAREI

Não acredito que um artista se compare a uma mãe, e sua sensação de colocar ao mundo um filho, quando este gera uma criação e a compartilha, como alguns dizem. Não creio que o milagre do nascimento possa ser comparado com o que quer que seja, pois é grandioso demais. Mas, também, não acredito que se deva desmerecer o quão conectado com a divindade está aquele que põe pra fora sua arte após gerá-la.

A reflexão acerca da dádiva da criação vem acompanhada de medo, borboletas no estômago e com receios de um possível fracasso. Mas, também, vem acompanhado de algo muito maior: o orgulho de ter feito de um trauma uma obra de arte.

Embora, para alguns, minha narrativa, que vem de relatos somados a diários que tornaram-se meu primeiro livro, “Todo Amor Que Nunca Te Dei”, seja passível de questionamento quanto a seu teor literário, sei que o que criei é arte. Usei da linguagem para expressar meu inferno pessoal vivido em onze anos de relação com alguém sexualmente mal resolvido. Fiz das palavras minha âncora para desafundar do que por muito tempo me soterrou.

Eu sabia que, cedo ou tarde, eu teria um livro publicado. O sonho não é de hoje. Em 2009, quando iniciei a primeira versão deste blog, já almejava tornar meu “amontoado” de pensamentos em forma de posts, que descobri serem crônicas, um livro, físico ou digital. Mas jamais imaginei que antes disso acontecer teria um livro ainda mais confessional do que o material que já produzia através das publicações de crônicas.

Ter meu primeiro livro saindo às 00:01 dessa segunda-feira para pré-venda pela Editora FLYVE é muito mais do que o realizar de um sonho de sentir-me realmente um escritor por ter uma obra impressa. É um verdadeiro exorcismo compartilhado com quem aceitar recebê-lo, dado o caráter confessional que o livro imprime.

Me realizo duplamente com este lançamento. Me liberto de anos de dor, compartilhando e me desnudando de um passado um tanto quanto assombroso e me vejo, finalmente, como alguém que alcançou uma meta traçada há anos e agora está pronto para compartilhar sua primeira obra literária com todos. Além de meu primeiro livro, quem adquirir “Todo Amor Que Nunca Te Dei” estará adquirindo uma reflexão sobre recuperar o amor próprio e sobre saber retirar-se quando não se é mais servido.

Abaixo deixo o link do site da editora para que possas adquirir o teu, que tem mais de 35% (menos 18 reais do valor total) de desconto nesse primeiro mês:

https://www.editoraflyve.com/todo-amor-que-nunca-te-dei

O AUTODESAFIO

Imagem via Google.

Tudo começa com um desejo básico: ser melhor. Seja um amigo melhor, um namorado melhor, um dono de casa melhor, um fillho, um profissional, um quarentenado, o que quer que seja melhor nasce no desejo. Depois começa o autodesafio.

Melhorar não é algo que acontece do dia pra noite. Aprimorar-se exige tempo, dedicação e, até mesmo, paciência. Paciência, sim, pois temos de entender nosso próprio ritmo.

Algo muito comum nesse processo, e um ato falho, é comparar-se. Fulano conseguiu mudar de vida e hoje tem a profissão dos sonhos e tudo isso aconteceu em menos de seis meses. Fulaninha tá com um corpo invejável, em apenas quatro meses ela está quase igual a Barbie. Beltrano conseguiu sair da depressão e agora parece estar em um relacionamento maravilhoso. Essas são apenas algumas das comparações que é comum ouvir no processo de autodesafio de melhora de vida.

No que elas acresentam algo em nossa vida? Possivelmente em nada. Em alguns casos elas até podem servir de impulso pra que nos dediquemos mais, mas temos de relembrar que cada um tem um ritmo. Em outros casos elas geram desespero por provocar a necessidade de fazer sua vida acontecer tão rápido quanto o outro o fez.

Autodesafiar-se implica em buscar formas de melhorar no sentido proposto a fazê-lo. Se quero ser um filho melhor, devo dar mais carinho e atenção aos meus pais ou, talvez, buscar ser mais empático nos momentos conflituosos de discussão, que toda família tem. Se quero ser um profissional melhor, preciso me dedicar a me atualizar em minha área e buscar o possível “algo a mais” que me faça destacar-me em meu mercado. Se me proponho a ser um namorado melhor, devo atender às necessidades do meu relacionamento, como não focar apenas nos defeitos, reservar mais tempo pra quem amo, fazer pequenas surpresas que mudem o dia a dia de casal e assim por diante.

Encarar o autodesafio para uma mudança exige um bocado de qualquer um. Mas nada é inalcançável se temos foco e boa vontade. Uma mente aberta pode ser chave para abrir portas nos relacionamentos e em oportunidades jamais imaginadas antes. A chave do progresso é a repetição de tentativas. Ninguém tem êxito de primeira, mas com dedicação a gente chega lá. E se acreditarmos nisso, já é meio caminho andado pro sucesso.