“DIARIE-SE”

Diário de Dawn Powell (datado de 1950). Fotografado em New York, 2012.

“Meu querido diário…” foi assim que tudo começou. Não, pera, eu nunca usei essa frase no início de minhas anotações em meus diários, que foi onde minha paixão por escrever começou. Só queria deixar esta crônica mais expressiva mesmo. Se bem que, a inspiração para ter diários veio dessa frase.

A frase “meu querido diário”, seguida de relatos sobre um dos dias na vida de uma personagem infantil era como começava um quadro do programa Pandorga, da TVE. Depois de assistir algumas várias vezes naquele programa o tal quadro onde uma boneca que escrevia em seu diário, me inspirei e peguei um caderno (com poucas folhas) já sem uso e disse pra minha mãe que faria dele um diário. Eu tinha apenas sete anos quando fiz isso e hoje não faço ideia do que eu registrei naquele caderninho.

Parei com o caderninho pouco tempo depois. Somente anos mais tarde, na adolescência, retomei o hábito. Dessa vez, creio eu, mais por necessidade do que qualquer outra coisa. Eu precisava “organizar” os altos e baixos da adolescência em minha cabeça. Escrevendo e relendo eu me encontrava comigo mesmo, fazia autoanálise sem ao menos saber o que era isso. Sempre me fez muito bem o hábito de escrever e, da adolecsência para cá, isso ganhou muita força e espaço em minha vida.

Claro que houveram períodos menos férteis na escrita de diários. Não apenas por não ter uma vida muito agitada, mas também por não me sentir capaz de registrar tudo o que sentia. Mas nesses tempos menos produtivos eu passei a anotar sobre minhas leituras. Sempre fui ddo tipo que lê bastante e já pesseei por diversos gêneros e autores. De Paulo Coelho a Eça de Queiroz, de autoajuda a literatura LGBT. Já flertei com os mais variados livros e, na maior parte das vezes, registrando tudo em caderninhos ou diários.

Hoje em dia uso meus “caderninhos” cada vez menos. Quando quero escrever sobre um livro recém lido, compartilho direto a experiênica em meu instagram, o que acho muito legal pois compartilho com outras pessoas uma possível dica de leitura. Geralmente apelo para os cadernos quando sem bateria no smartphone, quando escrevo algum poema (algo que faço de maneira risivél, mas me arrisco) ou ao criar planejamentos publicitários para clientes e escaletas para freelas. Mas ainda assim, analisando bem, o papel e a caneta jamais deixaram de fazer parte de minha vida e me sinto muito old school escrevendo sobre isso.

Se tivesse que dar uma única dica para quem quer começar a escrever, essa seria: diarie-se. Ou seja, comece pela autoescrita, escreva sobre você mesmo ou sobre livros que lê. Eu mesmo, usei trechos de diários para escrever boa parte de meu primeiro livro, Todo Amor Que Nunca Te Dei. Ah, e leia muito, pois só um bom leitor tem boa capacidade de raciocínio para ser um bom escritor e tanto ler quanto escrever são hábitos diários e que se aprimoram com o tempo. Ops, acho que acabei dando duas dicas, mas já tá valendo.

TODO AMOR QUE AGORA COMPARTILHAREI

Não acredito que um artista se compare a uma mãe, e sua sensação de colocar ao mundo um filho, quando este gera uma criação e a compartilha, como alguns dizem. Não creio que o milagre do nascimento possa ser comparado com o que quer que seja, pois é grandioso demais. Mas, também, não acredito que se deva desmerecer o quão conectado com a divindade está aquele que põe pra fora sua arte após gerá-la.

A reflexão acerca da dádiva da criação vem acompanhada de medo, borboletas no estômago e com receios de um possível fracasso. Mas, também, vem acompanhado de algo muito maior: o orgulho de ter feito de um trauma uma obra de arte.

Embora, para alguns, minha narrativa, que vem de relatos somados a diários que tornaram-se meu primeiro livro, “Todo Amor Que Nunca Te Dei”, seja passível de questionamento quanto a seu teor literário, sei que o que criei é arte. Usei da linguagem para expressar meu inferno pessoal vivido em onze anos de relação com alguém sexualmente mal resolvido. Fiz das palavras minha âncora para desafundar do que por muito tempo me soterrou.

Eu sabia que, cedo ou tarde, eu teria um livro publicado. O sonho não é de hoje. Em 2009, quando iniciei a primeira versão deste blog, já almejava tornar meu “amontoado” de pensamentos em forma de posts, que descobri serem crônicas, um livro, físico ou digital. Mas jamais imaginei que antes disso acontecer teria um livro ainda mais confessional do que o material que já produzia através das publicações de crônicas.

Ter meu primeiro livro saindo às 00:01 dessa segunda-feira para pré-venda pela Editora FLYVE é muito mais do que o realizar de um sonho de sentir-me realmente um escritor por ter uma obra impressa. É um verdadeiro exorcismo compartilhado com quem aceitar recebê-lo, dado o caráter confessional que o livro imprime.

Me realizo duplamente com este lançamento. Me liberto de anos de dor, compartilhando e me desnudando de um passado um tanto quanto assombroso e me vejo, finalmente, como alguém que alcançou uma meta traçada há anos e agora está pronto para compartilhar sua primeira obra literária com todos. Além de meu primeiro livro, quem adquirir “Todo Amor Que Nunca Te Dei” estará adquirindo uma reflexão sobre recuperar o amor próprio e sobre saber retirar-se quando não se é mais servido.

Abaixo deixo o link do site da editora para que possas adquirir o teu, que tem mais de 35% (menos 18 reais do valor total) de desconto nesse primeiro mês:

https://www.editoraflyve.com/todo-amor-que-nunca-te-dei

O AUTODESAFIO

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Tudo começa com um desejo básico: ser melhor. Seja um amigo melhor, um namorado melhor, um dono de casa melhor, um fillho, um profissional, um quarentenado, o que quer que seja melhor nasce no desejo. Depois começa o autodesafio.

Melhorar não é algo que acontece do dia pra noite. Aprimorar-se exige tempo, dedicação e, até mesmo, paciência. Paciência, sim, pois temos de entender nosso próprio ritmo.

Algo muito comum nesse processo, e um ato falho, é comparar-se. Fulano conseguiu mudar de vida e hoje tem a profissão dos sonhos e tudo isso aconteceu em menos de seis meses. Fulaninha tá com um corpo invejável, em apenas quatro meses ela está quase igual a Barbie. Beltrano conseguiu sair da depressão e agora parece estar em um relacionamento maravilhoso. Essas são apenas algumas das comparações que é comum ouvir no processo de autodesafio de melhora de vida.

No que elas acresentam algo em nossa vida? Possivelmente em nada. Em alguns casos elas até podem servir de impulso pra que nos dediquemos mais, mas temos de relembrar que cada um tem um ritmo. Em outros casos elas geram desespero por provocar a necessidade de fazer sua vida acontecer tão rápido quanto o outro o fez.

Autodesafiar-se implica em buscar formas de melhorar no sentido proposto a fazê-lo. Se quero ser um filho melhor, devo dar mais carinho e atenção aos meus pais ou, talvez, buscar ser mais empático nos momentos conflituosos de discussão, que toda família tem. Se quero ser um profissional melhor, preciso me dedicar a me atualizar em minha área e buscar o possível “algo a mais” que me faça destacar-me em meu mercado. Se me proponho a ser um namorado melhor, devo atender às necessidades do meu relacionamento, como não focar apenas nos defeitos, reservar mais tempo pra quem amo, fazer pequenas surpresas que mudem o dia a dia de casal e assim por diante.

Encarar o autodesafio para uma mudança exige um bocado de qualquer um. Mas nada é inalcançável se temos foco e boa vontade. Uma mente aberta pode ser chave para abrir portas nos relacionamentos e em oportunidades jamais imaginadas antes. A chave do progresso é a repetição de tentativas. Ninguém tem êxito de primeira, mas com dedicação a gente chega lá. E se acreditarmos nisso, já é meio caminho andado pro sucesso.

O VALOR DA PERDA

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Há alguns dias, semana passada, perdemos dois grandes nomes da cultura nacional, Moraes Moreira e Rubem Fonseca. O primeiro, músico, marcou, e ainda marca, a vida de todos os apreciadores de MPB com sua banda, os Novos Baianos. O segundo foi escritor multipremiado por algumas de suas obras como Agosto e O Seminarista. O que ambos têm em comum? Deixam um legado na história cultural brasileira. Mais do que isso, movimentam, agora que nos deixaram, mais pessoas a conhecer e consumir suas obras.

Não é nova a máxima “só se valoriza depois da perda”, assim é para tantas coisas na vida. Emprego, relacionamento, parente, amigo, tudo pode estar lá, “parado” e estamos bem se lembrarmos que o temos e podemos seguir nossas vidas. Mas, no momento em que nos vimos sem um “bem”, somos afetados de tal maneira que, na maior parte dos casos, nossa primeira reação é valorizar tudo que foi vivido enquanto aquilo ainda nos pertencia.

Não, isso não é condenável, é humano. Não posso simplesmente dizer que viver esse luto alimentando a preciosidade do quanto nos foi especial em vida é um erro. Alías, creio eu, é muito bonito e saudável que revisitemos o melhor e somente isso daquilo que ou de quem se foi. Deixemos para trás toda mágoa ou sentimento ruim e tenhamos uma visão voltada para o quanto aquela experiência nos enriqueceu.

Quem me conhece sabe bem que minha escritora favorita, e maior inspiração, é a saudosa Fernanda Young. Quando, em 25 de agosto de 2019, Fernanda Young nos deixou, dois dias após ter me dado a alegria de me seguir no instagram, muita gente relembrou quem ela é (sim, no presente pois ela sempre será). Consequentemente muita gente passou a querer mais de sua vasta obra literária. Eu mesmo, busquei muito mais assistir as séries as quais ela foi roteirista. Até me assustei com um livro que comprei por R$ 59,90, no mês de lançamento, que passou a custar R$ 249,40. Esse aumento de procura me chateou? Não, como fã eu gosto muito que mais gente queira ler o que leio e admiro. O único ponto triste foi Fernanda receber seu primeiro prêmio literário, o Prêmio Jabuti de Crônica, apenas após sua partida. Nos provando que só se valoriza após a perda. A artista levou com ela a tristeza de, mesmo com muitos livros públicados em mais de vinte anos de carreira, nunca ter sido reconhecida pelo alto escalão da literatura, dor que ela já havia citado em algumas entrevistas.

O que deve ser refletido em momentos como este, observando atentamente, é que devemos valorizar tudo que nos é precioso enquanto podemos. Se tu curtes um artista (músico, escritor, banda, ator) compartilhe seu conteúdo, comente em seus posts, principalmente se for alguém do meio independente. Não deixe pra depois, também, valorizar teu trabalho e dar teu melhor todos os dias para que tenhas destaque. Em meio a esse caos todo, nunca se sabe quando o fim chega. Aquele amigo que tu adoras, mas nunca tinha tempo para conversar decentemente pode ser chamado em vídeo ou áudio nesse período de isolamento. E, principalmente, se tens pais e avós vivos, lembre-os com mais frequência de seu valor e o quanto os ama.

A vida é curta e estamos todos ocupados correndo atrás de pôr nossa vida em ordem, eu sei. Mas aquele comentário na foto de alguém com palavras positivas e motivadoras, o “algo a mais” no trabalho, a chamada de vídeo finalizada com “te cuida, fica em casa, eu te amo” ou qualquer ato que tu possas ter, que saibas que valoriza algo ou alguém, não deve ser deixado para amanhã. “Porque se você parar pra pensar, na verdade não há…” já cantava o poeta.

A CHAVE PARA O SUCESSO: DISCIPLINA, METAS E LISTAS

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Se tem algo que vejo em comum na biografia de diversas pessoas bem sucedidas, esse algo é que eles são extremamente disciplinados, guiam-se por estabelecer metas e criar listas. Se tem algo que minha experiencia própria diz que funciona para fazer acontecer suas realizações pessoais, adivinhe o que é: disciplina, ter metas e usufruir de listas para alcançá-las. Sim, foi assim que eu guiei meu ano de 2019 para conseguir escrever mais, fazer com que o blog não parasse, ser publicado no jornal, conseguir alguns jobs, escrever dois livros em alguns meses, sim, dois, e realizar o meu maior sonho, assinar um contrato de publicação de meu primeiro livro.

Nada cai do céu, já se diz por aí popularmente. Então, se tu queres algo, é necessário que tu faças por onde. Como faremos por onde se não tivermos disciplina e organização mínimas? Madonna, Gisele Bundchen, Steve Jobs, Fernanda Young, Fernanda Montenegro e até mesmo Silvio Santos, todos começaram pequenos e começaram doando-se para seus sonhos estabelecendo pequenas metas para que, aos poucos, chegassem longe.

Em um dia em que tinha algumas coisas pra fazer e eu queria fazer um milhão de coisas a mais, me peguei fazendo algo que meu virginianismo me move a fazer desde a adolescência: listas. Quem corre atrás de realizar-se sabe que sem metas e o auxílio de listas parece que nada anda. Olhei para trás e revisitei o Braian de 2019, que em maio retomou o blog, em agosto estava sendo publicado em jornal, em novembro tinha um livro escrito, em dezembro o segundo livro e, também em dezembro, um contrato assinado para a publicação do primeiro livro. Tudo isso hoje me parece impossível sem o auxílio de listas.

Comecei traçando uma lista do que queria realizar no ano. Foi uma lista a longo prazo. Depois eu fui semanalmente fazendo listas para o que devia cumprir em sete dias para que tudo fluísse. Por fim eu fazia listas diárias com tarefas menores e mais urgentes. As tarefas diárias incluíam escrever um texto por dia, escrever um capítulo de livro por dia e ler no mínimo trinta páginas de livros por dia, para aprimorar-me como leitor. Também incluí em minha lista diária esporadicamente assistir vídeo aulas de escrita criativa. Assim, ao final do ano meus resultados foram além de minhas expectativas.

Não sou um sucesso literário. De fato nem senti o gostinho de livro lançado ainda, o que acontece primeiramente com o e-book MONOLOGAY, coletânea de crônicas de 2009 a 2020, em 13 de abril e também na pré venda do romance autobiográfico TODO AMOR QUE EU NUNCA TE DEI em 4 de maio. Mas se tem algo que posso dizer que aprendi com 2019 é que se impor disciplina, estabelecer metas e se organizar por listas é, sim, a chave para a realização pessoal. E realização pessoal, para mim, já é o sucesso alcançado e o coração aquecido.

CLICHÊS E MAIS CLICHÊS

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Ah, o clichê… pausa dramática, suspiros. Muita gente passa a vida  tentando fugir  dos clichês. Parece muito mais atraente o território do desconhecido, principalmente nas gerações mais recentes, onde as pessoas querem o novo com força de vontade como se mudanças fossem o ar que respiramos.

Clichês ditos com freqüência como ‘’fechar com chave de ouro’’, ‘’agradar gregos e troianos’’, ‘’do Oiapoque ao Chuí’’, ‘’bater na mesma tecla’’, ‘’pensar com seus botões’’, ‘’pergunta que não quer calar’’ e muitas outras máximas são tidas como demônios dentro do universo literário e renomados escritores optam por passar bem longe deles em sua escrita. Eu ouso ir na contramão ao encarar essas ‘frases de efeito’ como aliadas para fácil compreensão ou dar enfase a algo em especial em meu texto.

Já no cinema temos cenas já ‘’batidas’’ como ‘’casamento interrompido’’, ‘’chuva em momento de tristeza’’, ‘’bomba desarmada no último segundo’’, ‘’beijo depois da briga’’ e diversas outras situações holywoodianas que já nos causaram cansaço, mas ainda lotam salas de cinema e aumentam views em plataformas de stream.

O que precisamos nos lembrar diariamente, quando estamos a todo custo tentando evitar que nosso cotidiano seja parte de algum clichê, é que a vida é o mais puro clichê. ‘’Nada como um dia após o outro’’, ‘’se cair, do chão não vai passar’’ e ‘’levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’’ são clichês que a vida nos faz relembrar com frequência considerável. Afinal tudo passa, de tudo se aprende algo e dos clichês temos ótimas sabedorias.

Celebremos então todo e qualquer inevitável clichê. Não sei você, mas eu sou grato a vida, por ser esse reconfortante clichê.

SOMOS FASES E INFLUÊNCIAS

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É incontestável que todos somos regidos por fases nessa longa estrada da vida. Tal qual a lua, que também tem alta influência em nossas vidas, mudamos, crescemos, minguamos e vamos acrescentando ”bagagem” ao longo dos anos. Essa bagagem nos torna quem somos e muito dela vem de influências que absorvemos desde a infância.

Quando criança era eu me espelhava em minha mãe, basicamente era só ela a figura de ser humano que eu via com brilho nos olhos. Ah, teve também a Xuxa que, quem me conhece sabe, era uma ídola e eu sempre dizia ”eu sou a Xuxa” na hora de brincar. Bem coisa de criança viada mesmo, mas creio que a imagem calorosa, positiva e enérgica da Xuxa me deu uma base inspiracional que me fez ter uma infância melhor. Eu fui muito solar e radiante nessa fase da vida.

Na adolescência fui muito perdido. Me encontrava e me perdia com muita frequência em meio a referencias que começavam na música, como Spice Girls, Sandy e Júnior, Alanis Morissette, Madonna e até Marylin Manson. Na literatura era Paulo Coelho que eu lia e relia diversas vezes e me fez ter um encontro com o lado espiritual e o paganismo, que está adormecido em mim hoje, mas ainda vejo como a única crença viável para minha existência. Eu era mais obscuro e fechado, embora muito sentimental, desde sempre, eu tinha uma concha e parecia que ninguém jamais penetraria na camada mais profunda do meu eu.

Na vida adulta eu me tornei chato pra cacete. Quem me conhece sabe que me tornei muito aberto a coisas novas, novas influencias e gostos. Mas também tenho um senso critico, talvez oriundo de meu virginianismo, que me leva a não experimentar coisas sem que não tenha o mínimo de identificação. Há um certo pré conceito em relação a quase tudo, que precisa ser quebrado. Mas passei a absorver boas influencias de cinema, principalmente nacional e os filmes de Almodóvar. Na música eu flertei com David Bowie, Marisa Monte, Caetano Veloso, Bob Dylan e outros nomes maravilhosos. Já na literatura passei a me aventurar entre cronicas, romances LGBTQ e biografias. Minha fase adulta trouxe um equilíbrio maior entre meu lado solar e o obscuro e consegui abraçar bem ambos.

Atualmente tenho tentado sair da zona de conforto das referencias que já me são comuns, como os acima citados. Sorte a minha que tenho um namorado que me manda coisas muito diferentes e que parece ter o tino certo de me mostrar algo que eu curta sempre que trás algo novo via whatapp. Outra coisa que gosto é procurar autores ou blogueiros novos, experimentar tem sido algo interessante na minha atual fase de vida. Esse frescor pelo novo que sinto quase que diariamente, me faz enxergar a vida de maneira muito solar e me parece quase que um reencontro com a infância, onde eu era eu sem medo. Sinto que atualmente além de solar, eu sou simplesmente transparente comigo e com o mundo, mostrando por completo quem sou e a que eu vim.

Mas, resumidamente, eu sempre serei fruto da influência de mitos de minha geração, como Madonna, David Bowie, Andy Warhol, Paulo Coelho, desfaz essa cara feia porque eu gosto SIM, e a saudosa Fernanda Young, ou seja, um mutante que em suas mutações vai apreendendo a aprimorar suas melhores técnicas de sobrevivência.

DÊ PLAYLISTS DE PRESENTE

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Isso aqui eu já não sei se enquadra-se como crônica ou apenas como uma super dica baseada no valor que eu dou pra você, caro leitor. Creio que o título já entregou completamente a que esse post veio, mas bora especificar. Não está sendo fácil, já cantava Cátia Cega, e bem sabemos que em meio a tantas necessidades financeiras, a gente da casse C não pode dar presente pra todos os amigos em datas especiais, daí nasce a ideia de dar de presente uma playlist, como já fiz pra ti, caro leitor, no Carnaval.

Quer algo mais pessoal e gostoso que música? O ato de criar uma playlist por ser movido por selecionar músicas que tenham marcado momentos vividos com a pessoa a ser presenteada ou músicas que quando tu escuta a letra ou melodia te lembram daquela pessoa. E quer elogio melhor que uma pessoa dizer ”quando ouço esse som eu lembro de ti” ou ”essa música lembra da gente”? É o auge da valorização alguém te dedicar uma música.

Quando alguém me manda uma música ou playlist eu escuto atentamente pra poder extrair a mensagem e o porque de a pessoa ter pensado em mim ouvindo aquilo. As vezes é algo bobo, as vezes é uma mensagem séria que tem a ver com minha vida ou com passagens vividas com a pessoa que enviou. O importante é que me sinto valorizadíssimo quando alguém compartilha comigo algo tão especial e particular que é a música.

Música é poesia, mensagem da letra ao tom de voz e melodia. Uma música muda o animo da gente, transforma real oficial o ambiente quando a vibe não tá boa e precisa ser transformada. Daí saber que essa música, ainda mais, uma seleção de músicas, foram escolhidas pra tu ouvir e saber que aquela pessoa especial dedica isso pra ti… Ah, cara, eu só acho essa doação algo lindo e prazeroso de ser vivido. É algo que a gente precisa fazer com mais frequência.

Sem contar que o ato de criar a playlist, por menor que seja, nos permite reviver cenas do passado com a pessoa ou apenas buscar coisas que vão aquecer ou confortar o receptor. É uma doação super simples, mas que pode dizer muito da gente e fazer o outro sentir a gente mais perto. Apenas permita-se ser um criador de algo especial e que vai tocar quem receber. Te garanto que é um prazer gostoso de ser vivido.

A playlist acima, que por sinal ouço enquanto escrevo, eu ganhei do meu incrível namorado. E é maravilhosa essa troca que temos desde a primeira teclada, onde começamos a enviar músicas que achamos que tem a ver com o outro. Experimente flertar com alguém trocando este tipo de estímulo. Apenas te joga que é tiro certo.

Nota – Meu aniversário é em 6 de setembro e eu vou ficar mega feliz de ganhar uma playlist inspirada em mim.

O QUE TE MOVE?

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A pergunta título desta crônica pode ser assustadora para alguns e motivo de orgulho, dado o autoconhecimento na capacidade de respondê-la, para outros, o que é o meu caso. Eu já sei, tomei consciência a pouco menos de um ano, que meu fio condutor é, de fato, a escrita.

Em um período longo de observação e autoanálise eu soube reconhecer que eu não escrevo porque gosto. Eu escrevo porque eu vivo disso. É através disso que me conheço mais e mais, foi na escrita que me reconheci como gente (tendo iniciado meu primeiro diário aos seis anos de idade) e é através da escrita, e da comunicação (basicamente), que eu ganho dinheiro. Me move ao acesso a mim mesmo que o ato de escrever me proporciona e poder afetar ao meu próximo com que expresso quando produzo.

Eu sei que pra muita gente a jornada da resposta ao “o que te move?” é longa. Tem gente que chega ao fim de sua vida e ainda não tem uma resposta a essa questão, algo que creio também não ter problema algum. Mas pra mim essa estrada de busca não foi curta. A jornada de descoberta de minha suposta “missão” foi algo lento e demoraram anos para perceber algo que desde muito cedo era muito óbvio, minha capacidade de me expressar, criar, motivar e me reinventar através da escrita.

Pode ser que tu, que agora me lê, esteja passando pela fase de se perguntar incansavelmente qual é a atividade ou paixão que faz tua realização se dar por completo e isso pode ser até frustrante por não saber exatamente o que te move. Mas não deixe de pensar no quanto de aprendizado se tem identificando o que não nos serve também. O clichezão de que os incansáveis “nãos” nos levam ao glorioso “sim” é real e, acho eu, confortante. Afinal, sabemos que embora tenhamos de enfrentar dias cinzas, com o tempo aprendemos a colori-los.

Talvez com um tempo tu descubras que o que te move é a música, é o artesanato, é dar palestras sobre física quântica, é empreender e ver crescer teu próprio negócio, o que te move pode ser ajudar o próximo sendo psicólogo, psiquiatra, ser professor e mudar vidas através do ensino… Enfim, há uma infinidade de possibilidades, mas o que realmente importa é que isso te faça sentir realmente vivo e radiante quando o faz.

Que o que te mova seja ver cor nos dias, nas pessoas e em todo o trajeto. E que quando encontrar a razão pela qual acordas todos os dias, que consigas transformar isso na melhor maneira de passar pro próximo o teu legado. Utopia? Acho que não, pois o Universo é maior e mais generoso para quem se abre e deseja transformar-se. Então, como diz a filosofa contemporânea e celebridade digital Inês Brasil: “bora fazendo”.

O PRESENTE FELIZ

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Até pouquíssimo tempo atrás, quando lia um bom romance ou assistia uma daquelas produções hollywoodianas, que eu particularmente hoje acho ridículas e altamente tóxicas, eu me perguntava: “será que um dia eu terei esse ‘felizes para sempre’ que aparece nos finais destas historinhas?” Daí eu percebi que eu não preciso de um ‘final feliz’ e sim de um ‘presente feliz’.

Papo clichê, e quem me chamar de coach será banido de minha vida, mas fato é: a gente só tem o momento presente. Aquele papo de a hora é agora e temos de fazer acontecer é mais pura verdade. E isso vem de uma pessoa que, em 2019, cansou de esperar e simplesmente correu atrás de tudo que queria até conseguir, sim, euzinho. Claro que eu não consegui tudo, nem muito menos a realização plena. Mas eu fui mais longe do que supunha unica e exclusivamente pela ousadia de ir enviando meu material pra sites e jornais e por aí alguma coisa ”se criou”.

Quando percebemos que se nos voltarmos pro passado de maneira mesquinha e apegando-se sem deixá-lo ir não há chance alguma de crescimento. O futuro também é algo do qual é necessário certo desapego e percebermos que só nos resta um olhar generoso e de distanciamento. Claro que devemos, sim, ter metas para um futuro. Mas como que vamos fazer um futuro acontecer? Acertou se tu respondeu aí, com teus botões, que é vivendo e se doando para o presente.

É óbvio que ter um presente feliz exige muito mais do que dedicação. É necessária leveza , ter uma visão leve da vida e das situações, que nem sempre conspiram a nosso favor, é essencial para que possamos viver qualquer momento de felicidade. Um desvio no olhar pode ser o suficiente para que deixemos de pensar positivo e sem a positividade a felicidade sempre parecerá algo distante, utópico, inatingível. Sejamos positivistas, com os pés no chão, mas nunca pendendo a negatividade.

A palavra presente tem de ser levada a sério e também tem de ser interpretada em outro sentido além de o agora, aquele sentido de ”presente que te é dado”, saca?! Pois se tivermos noção de que o momento que agora vivemos é um presente que temos nos dado pelo tempo para fazermos tudo fluir conforme desejamos… Aí, meu amigo ou minha amiga, aí o sucesso é só questão de tempo. E se, como dizem, o tempo é tudo que precisamos, que deixemos ele agir, mas sempre focados no agora, no presente. Deixemos o ‘final feliz’ pras historinhas e busquemos um ‘presente feliz’ todos os dias.