BENDITO SEJA O PASSADO

“Bendito são meus pés que me guiaram até aqui” diz um trecho de uma prece pagã. Demorei a entender seu real significado,  entender que em tudo há um toque do Divino (chame de “luz”, universo, Deus, Buda ou o que preferir) e que se aconteceu é porque precisávamos para que fossemos guiados para um bem maior, o agora.

Bendito o caderninho azul da Jean Book, que tenho desde os anos 2000. Nele anoteii, em inglês, minhas percepções da vida. Nele tentei me resolver na adolescência conturbada, cheia de dúvidas e medos que hoje não me assustam mais. Também foi nesse caderno que fiz as letras das músicas de minha banda e ousei criar alguns poemas.

Bendito seja o caderninho de New York, comprado mais barato porque tem um rasgadinho na capa. Esse caderninho me acompanhou durante o curso técnico de Publicidade e Propaganda. Nele registrei o curso, insights de minhas primeiras campanhas publicitárias e até desenhos e ideias do que ainda quero um dia produzir.

Tenho também um sketchbook, de caveira da John John, dedicado a pessoas que admiro e também onde colo imagens de coisas (materiais mesmo) que sonho em ter, lugares que quero visitar, rabisco uns desenhos não muito bons, mas que me ajudam a desopilar e ainda escrevo, muito mal (mas tento), uns poemas.

Bendito seja meu planner improvisado. Um sketchbook verdeque organizei semanas de setembro a janeiro, para poder me situar nos afazeres dos meses que faltam de 2020. Pois para mim agora tá tudo precisando ser anotado rigorosamente para que nada se perca nas tarefas do dia a dia.

Hoje, revisitando cadernos, encontrei nove companheiros antigos e quis separar os mais relevantes para revisitar aqui, embora todos tenham importância por serem parte de minha jornada de escrita e organização. Se não fosse o caderno e a caneta eu provavelmente não teria chegado tão longe sendo publicado e ainda recebendo mensagens lindas de gente que nunca tive acesso e que gostou do meu livro e se identifica com minha escrita.

Bendito seja o passado e cada passo dado na estrada que me conduziu a quem hoje sou. Bendita seja minha mão, que rabiscou manuscritos, digitou originais e me fez chegar até aqui.

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