CONSUMO LGBTQ+, FAÇA PARTE DA DIFERENÇA

Imagem via Google

Estou há dias começando um processo de mudança, que não tem sido difícil mas, que exige muito de pesquisas e de uma melhor percepção de tudo que há ao meu redor. Estou reeducando o meu consumo, começando pelo digital, e focando no consumo de conteúdo LGBTQ+. Sabe aquele papo de “ninguém solta a mão de ninguém” e “bora ajudar as manas”? Então, não é tão difícil e decidi que tornaria isso algo real e que vai além de meme.

A tarefa, ao primeiro momento, pode não parecer um super desafio, pois sabemos que o número de LGBTQs produzindo conteúdo é algo crescente e temos visto conteúdos fantátsticos e repletos de boas dicas, boas referências e bom gosto. Quando o assuno é produção cultural, então, aí a comunidade LGBTQ+ é um prato cheio. Tem sido incrível descobrir essa infinidade de conteúdo e produções. É incrível porque tenho descoberto cada vez mais séries, filmes e, principlamente (por causa do meu podcast semanal Estante LGBT), livros LGBTQ+ e de autores da nossa comunidade. Isso é lindo e maravilhoso, posso encontrar muitos títulos e uma grande variedade de assuntos e gêneros dentro deste universo tão vasto e diverso. Porém, como nem tudo são flores, há também algo muito preocupante em meio a tudo isso: o excesso de banalização, sexualização, levianidade e, até mesmo, oportunismo dentro desse meio (como em qualquer lugar, claro).

Não vou adentrar tudo que tem me desagradado em minha busca por material LGBTQ+ de qualidade, pois se o fizesse não é meu foco aqui. Então, vou focar em lembrar que temos uma vasta opção de consumo quando o assunto é a comunidade LGBTQ+. Já passamos muito tempo com a heterossexualidade nos enfiada goela abaixo e o heteronormativo tem sido o “normal” ao longo dos anos e “não se discute”. Pois creio que chegou a hora de discutir, sim. Discutir porque a gente tem tão pouca representatividade e ir além disso, dar espaço para os nossos. Discutir porque as televisões estão repletas de gente hétero quando o LGBTQ+ brasileiro tem a maior Parada do Orgulho quando se compara com qualquer outro país do planeta. Discutir porque nossa TV, nosso cinema, nossos teatros e até os canais do youtube são meios predominantemente hétero e branco. Questionar-se é necessário, mas começar a dar voz à essas minorias é quase que uma obrigação para quem faz parte delas.

Bora pensar “fora da caixa” e ir além do pensar, consumindo e compartilhando mais e mais para que todos saibam: nós existimos. O gay, a lésbica, a/o trans, a travesti, o assexuado, o negro, enfim, toda a minoria é digna de voz e espaço. E se nós, LGBTQ+ não ajudarmos mudando nossos hábitos de consumo e compartilhando os nossos, estamos fadados à mesmice e caretice de tudo que sempre dizemos não querer mais, mas continuamos aceitando apenas por sermos pessoas acomodadas e que não se esforçam para fazer a diferença. Façamos a diferença.

Ouça agfora o novo episódio do meu podcast, Estante LGBT:

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