“ALIMENTAÇÃO”, VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

Imagem via Google

Nos últimos dias passei a questionar muito minha “alimentação”. Mas, não me refiro aos alimentos, vou alem. Muito além do que o que eu como, passei a refletir sobre o que tenho me alimentado em todos os setores da minha vida. Não adianta comer bem, super saudável (o que confesso não ser meu forte) e alimentar minha mente com picaretagem, má fé, ironia e humor vindos de quem faz o que chamo de “mal uso da palavra”. Quando cito palavra eu quero dizer discuros, o que ,atualmente, temos muita gente fazendo de forma não tão substancial. Então, a questão da vez é: quem tá agregando com seus dizeres e quem é apenas mais um?

A internet nos facilitou a vida. Temos acesso, hoje, a milhares de informação ao alcance das mãos e podemos, até, visitar e conhecer uma cultura nova e de forma muito melhor do que se tivéssemos uma viagem com guia turístico. Mas, no boom da internet muita gente foi virando celebridade, ou pseudo celebridade, e isso é uma faca de dois gumes. Muita gente está remando contra a maré da mídia, que antes se resumia a rádio, jornal e TV, fazendo a própria carreira entregando uma boa proposta de compartilhar conhecimento e bom humor com responsabilidade. Entretanto, o número de “influenciadores” que têm um discurso vazio parece prevalecer.

E, infelizmente, temos caído muito na “lábia” dos que tem um discurso pronto, por vezes até sem muita inteligência ou pretensão e também entregamos o riso para “piadistas” que usam o humor pra realçar preconceitos enraizados em nossa sociedade. E assim, estamos, como disse Fernanda Young certa vez em entrevista à Leda Nagle, “batendo palma pra maluco dançar”. Dar voz a quem não merece ter seu discurso reverberado é evidenciar que não damos valor ao bom uso da palavra.

Acontece muito, mas muito mesmo, no meio LGBTQIA+ (mas no meio hétero é quase “mato” também) a proliferação de vozes que não têm nada a oferecer em conhecimento ou cultura, mas que são “boas” (na verdade ruins) criticando o trabalho dos outros. Tipo aqueles programas de fofoca de fim de tarde, sabe?! Tem gay que “ganha a vida com isso” e tem mais seguidores que bons escritores ou bons criadores de conteúdo. E eu te pergunto: isso te acrescenta no que em teu dia dia e vida? Aonde te leva saber se fulano está mal vestido ou se beltrano teve um caso com sei lá quem? Isso sem contar o sensacionalismo em cima de quem “sai do armário”.

O isolamento social evidenciou quem é patético e descartável. Devo ter excluído cerca de, no mínimo, 100 pessoas do meu instagram, entre famosos e conhecidos, por ter sentido o quão vazios e limitados eles são. Não vou mais dar meu like, meu comentário e meu engajamento pra quem destoa de meu estilo de vida, de meus pensamentos e, consequentemente, não me leva nem a pensar algo bom. Uns podem chamar isso de fechar-se numa bolha, eu chamo isso de ser seletivo. Afinal, se eu não consumir aquilo que me “alimenta”, a tendência é ter de engolir goela abaixo o que é simplesmente popular. E todos sabemos que nem sempre o popular é o mais inteligente, sensato e, muito menos, necessário, vide nossa presidência. E daí, você tem fome de quê?

Não deixe de acompanhar também o meu podcast, Estante LGBT. Eis aqui o episódio mais recente:

2 comentários em ““ALIMENTAÇÃO”, VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

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