DESCANSA MILITANTE?

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A frase/meme título desta crônica me veio em mente durante uma conversa de Whatsapp. Veio assim como se fosse uma piada com o fato de que eu deveria me calar diante de todos os absurdos que têm acontecido no cenário político atual. A pessoa do outro lado pensava que eu não precisava e nem devia expor o que penso, pois isso poderia me custar caro como escritor e figura pública. Eu entendi, mas não compro a ideia.

Quando me deparei com aquele comentário de que eu deveria parar de me expor em excesso para abraçar um público maior e não funilar meu alcance eu apenas senti que não precisava responder aquela pessoa. Mas eis me aqui refletindo e colocando pra fora tudo que sinto sobre me expor ou não. Creio que o militante que descansa é exatamente aquele que pode levar um tiro, uma facada ou sentir a granada explodir de perto. Sinto até que se eu parar de militar estarei sendo conivente com todo o problema ao qual sinto necessidade de militar sobre. O “descansa, militante”, que é um meme para alguns, para mim é quase que uma ofensa. Viver sem militar é me calar e se eu o fizer, pode acreditar que eu estou fora de mim.

Desde que me lembro eu sou o chato reclamão que não se cala. Se tu tens a visão de que eu posso vir a me calar facilmente ou de que está tudo bem passar na minha frente com uma injustiça, definitivamente tu não me conheces. Por tanto, me calar diante da política atual, diante de homofobia (seja ela apenas uma piada ou não), diante de machismo, xenofobia ou a injustiça que for, é algo totalmente fora de cogitação.

Sei que não sou famoso e minha carreira recém começou, mas tenho certeza, quase que absoluta, que se eu simplesmente ignorasse os fatos e as barbaridades que lemos diariamente nas notícias eu seria severamente cobrado por um posicionamento quando pessoa pública, como escritor e cronista. Mas, embora ainda esteja meio distante a vida de “famoso”, sempre senti a necessidade de expressar meus prazeres e desprazeres da vida. Aliás, sempre senti ser essa, basicamente, a função da escrita em minha vida. Então, qual seria a moral de ter redes sociais e blog se não vou utilizar esses canais para ser quem eu sou e me expor por inteiro?

Minhas maiores ídolas, Fernanda Young e Madonna, jamais se calaram diante do que achavam opressor, incorreto e do que as feriam. Elas foram erradas ou fracassaram ao manterem-se firmes e fortes em suas convicções? Acho que não. E acho que boa parte de seu sucesso se deve a sempre serem resistência e não temer em ter como público a minoria, que pode ser enorme e muito mais gratificante do que ter a grande massa alienada como público.

Até entendo que quando escrevo sobre mim ou de um sentimento mais universal eu dialogue possivelmente com todo mundo, mas sinto que meu público é especificamente a minoria e se identifica quando solto o verbo e não me calo diante do que acho errado, diante do que me agride ou fere minha existência. Vou deixar o descanso única e exclusivamente para quando for a hora de dormir. No mais, enquanto acordado, enquanto escritor, comunicador e usuário de redes sociais serei militância e resistência, com ou sem consequências.

NOVIDADES? TEMOS!!!

Muitos já sabem de minhas novidades por me acompanhar em facebook e instagram, mas como aqui tem muita gente que acessa e não me segue nas redes, sinto a necessidade de compartilhar as boas novas e o farei por meio deste post.

PARTICIPAÇÃO NO PODCAST ALÔ TERRÁQUEO

Para começar, trago minha humilde participação no podcast do meu namorado Alef Leal. Participei no primeiríssimo episódio, NEM TUDO NA VIDA ADULTA É SUCESSO, onde o assunto é os perrengues da vida adulta e como lidamos com eles. Modéstia a parte, o episódio ficou bem divertido e vale a pena dar o play. Segue abaixo o player.

E-BOOK MONOLOGAY

Ainda sem data definida por motivos do andamento das coisas devido ao corona vairus (leia imitando a Crdi B, por favor), o e-book coletânea de crônicas do Monologay, com material que vai de 2009 (quando comecei o blog) a 2019, está preveisto para estar na Amazon Store até o fim de abril. Tenhamos fé e paciêcia que eu consiga fazê-lo o mais brove possível. Óbvio que farei post de divulgação aqui, mas já fica pré avisado que ele está chegando e não foi esquecido (pois lembro de já ter mencionado ele aqui).

A PRÉ VENDA DE MEU 1º LIVRO, TODO AMOR QUE NUNCA TE DEI, SE APROXIMA

Para quem ainda não sabe, o que acho meio difícil pois eu já mencionei em uns três ou quatro posts aqui, meu primeiro livro está chegando e sua pré venda começa em quatro de maio pela Editora FLYVE. Sim, pouco mais de trinta dias. Se eu estou ansioso? Estou mega, hiper, uber ansioso e nervoso, do tipo co dor de barriga só de pensar. Mas mantenho a calma e já estou produzindo material de divulgação, leia-se vídeos, posts para redes sociais e afins. Então, para começar a tranbalhar mais na divulgação e imagem do livro, citando trechos e postando frases que vão de acordo com a mensagem da obra, eis aqui o post do instagram do livro TODO AMOR QUE NUNCA TE DEI com a capa e na legenda a premissa da obra. Espero que curtam, sigam e acompanhem o trabalho de divulgação que foi planejado com muito cuidado e dedicação.

DICAS DE ESCRITA NO INSTAGRAM

Retomei meus IGTVs com dicas de escrita, criatividade, foco e afins. Já tinha quatro vídeos deste tipo de abordagem postados no Instagram antes e, como alguns amigos e seguidores me motivaram a retomar esse conteúdo, postei recentemente o vídeo abaixo.

OS PECADOS DE BERNARDO

Assim que terminei TODO AMOR QUE NUNCA TE DEI eu já dei início ao meu próximo projeto literário, o romance LGBTQIA+, OS PECADOS DE BERMARDO. Ainda não darei muitos detalhes do livro, mas posso adiantar de antemão que tenho previsão de lançamento para outubro deste ano, também pela Editora FLYVE.

Enfim, essas são as minhas novidades até o momento. Fiquem ligados nas redes sociais, pois a qualquer momento surge mais alguma coisa. O mês de abril ainda promete possíveis novidades e bons conteúdos digitais.

ISOLAMENTO SOCIAL E MUDANÇA DE ROTINA: RESPIRA, NÃO PIRA

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Então, não sei você, que está lendo esta crônica, mas eu posso me dar ao luxo de atender a decisão do governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e da OMS (Organização Mundial de Saúde) e seguirei meu mês de abril em completo isolamento social. Em meio a isso, eu, que achava muito fácil ter uma vida regrada, na medida do possível, e ser organizado para ter minhas rotinas necessárias, como hora pra trabalhar, atividade física, comer sem excessos e etc, me vi em dez dias completamente fora de qualquer rotina. Aí um leve desespero me bateu.

Sei que são tempos difíceis e que não estamos habituados a uma mudança drástica. E, embora eu já esteja acostumado a ficar em casa por muito tempo e fazer meus trabalhos como freelancer sem por os pés na rua por dias, a impossibilidade de sair pra uma voltinha em um domingo de sol ou um encontro com amigos pra fazer uma noite de jogos e bons drinks já começa a deixar saudades. O isolamento começou a dar seus primeiros sinais de desconforto e toda serenidade com a qual eu tenho levado o período de quarentena parece ir e vir em alguns momentos, brincando assim de me deixar a beira de um ataque nervos.

É normal que a falta de controle sobre a situação nos deixe por vezes atônitos. Eu, particularmente, sempre gostei de ter tudo muito controlado e bem organizado. Sou do tipo que tem agenda de papel, mural com post its indicando minhas atividades semanais dos próximos dias ou meses e assim me guio por bons tempos. Estar nessa “vibe” de não saber se a quarentena se estenderia ou se tudo voltaria ao normal me fez ficar meio que sem motivação a me organizar pros próximos tempos. E isso, para um virginiano é meio estranho.

Tu também podes ter te sentido assim. Podes ter estranhado a forma como reagiste aos primeiros dias de isolamento social. Podes ter estranhado o quão fora do eixo ficaste com o trabalho em casa ou até como facilmente se adaptou a vida de home office. Cada um de nós reagiu de uma forma diferente, uns deram uma relaxada, outros conseguiram regrar-se e outros apenas deixaram fluir e seguiram como deu, o que foi o meu caso.

Hoje, de ontem pra hoje aliás (terça-feira, dia em que escrevo esta crônica), me vi mais organizado, embora tenham horas do dia em que me permito relaxar um pouco mais e não me cobro tanta pró atividade. Preciso estar regrado para entregar trabalhos ainda e meu segundo livro (que tenho como prazo o fim de maio), mas estou em uma posição privilegiada de não precisar de uma rotina muito bem estruturada para administrar minha demanda.

O segredo é, independentemente de tu estar trabalhando em meio ao caos do isolamente social ou de estar mais livre para fazer qualquer coisa e, ainda assim, estar se sentindo perdido em meio a essa nova forma de viver, respirar fundo e abraçar o que tu podes fazer no momento. Não tentemos dar passos maiores que nossas pernas. Não sejamos injustos com nós mesmos abraçando muitos trabalhos, projetos para simplesmente ocupar nossa cabeça e tempo porque o excesso nunca é benéfico. Então, fiquemos bem apenas atendendo nossas necessidades e, se necessário, as obrigatoriedades e nada mais. E, caso sinta-se a beira de um surto lembre-se: respira, não pira. Tudo é o agora te dando um susto, nada será eterno e amanhã é mais um dia.

Nota: Se puder #FicaEmCasa

ISOLAMENTO SOCIAL E AFASTAMENTO CONSEQUENCIAL

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Os últimos dias e o isolamento social trouxeram a tona muita gente expondo suas opiniões nas redes sociais. Muita gente pró e contra as providências governamentais. Com isso, houve algo que observei de perto, pois aconteceu com muitos amigos e também comigo: o afastamento consequencial.

Trata-se de um afastamento de amigos, família e conhecidos de redes sociais devido ao posicionamento pró ou contra o governo. Algo que ainda é muito delicado e difícil separar e superar. As diferença quando se toma partido, favorável ou não, às atitudes do Presidente gritam mais que os laços que outrora nos uniram, o que é lamentável. E, como consequência surgem afastamentos, por vezes, inesperados.

Sei que não consigo agradar a todos quando me revolto e me exponho em minhas redes sociais, muitas vezes de maneira agressiva, confesso. Mas também sinto que não tem havido mais um meio termo de se relevar o que o outro pensa quanto ao assunto. Tive a experiência desagradável de ver duas pessoas, que estimo muito, deixando de falar comigo devido a nossas divergências políticas. E também houve outro amigo, o qual troquei comentários e fluiu um diálogo, que simplesmente não levou adiante, dexando assim que tivessemos um possível atrito ou apenas entendeu que eu não mudaria meu posicionamento.

Se me exponho na internet com meu ponto de vista, como tenho feito desde 2009 por meio deste blog, do Twitter e do Facebook é porque acho necessário o diálogo sobre o que exponho. Mas nesse isolamento social eu aprendi que não tenho o casco necessário, ou o devido traquejo para ser pessoa pública pois não me calo diante de discurso raso e não sei ignorar respostas negativas quando sei que meu discurso é plausível. O que me leva a não ter certeza se serei o mesmo impulsivo ao me expor como antes.

Mesmo assim, sigo não me achando o dono da uma verdade absoluta e imutável. Sei que ainda tenho muito a aprender, principalmente quando o assunto é empatia e saber dosar as palavras quando discuto sobre política. Mas eu não trocaria elos antigos e duradouros por opiniões rasas, questionáveis e que excluem bom senso e, principalmente, minorias, por exemplo.

Sendo assim sinto que se alguém partiu em meio a essa avalanche de auto exposição crítica é porque já não me é parceiro. Deixemos que fique em um barco separado do meu e siga seu caminho. E que, com sorte, nos salvemos todos do naufrágio. Pois, como tenho visto o andar dos ventos, parecemos apenas estarmos cada vez mais perto da afundar.

DIA NACIONAL DO ORGULHO GAY

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Eis que chega o dia 25 de março, o Dia Nacional do Orgulho Gay. Hoje é a data oficializada já há alguns anos para que celebremos quem somos. Gays, lésbicas, bissexuais e transexuais de todo o páis mobilizam-se hoje, desta vez apenas nas redes sociais #FicaEmCasa, a promover nossa causa expondo o orgulho de ser quem se é independente de nossa natureza sexual e, por meio deste movimento, levantando a bandeira da luta contra a homofobia.

Muito já foi conquistado até aqui, como a criminalização da LGBTfobia, o fim da criminalização da homossexualidade e das penas correlatas, fim do tratamento das identidades trans como patologias, fim dos tratamentos de “cura gay”, casamento civil igualitário, permissão para casais homoafetivos adotarem crianças e até maior representatividade da comunidade nos meios de comunicação. Entretanto, a homofobia no Brasil segue sendo assustadora, tendo indicativos de que nosso país é o país que mais mata LGBTQs no mundo, chegando a fazê-lo três vezes mais que o segundo lugar da lista, o México.

Por isso se faz necessário que nossa luta seja lembrada em datas como essa e diariamente. Temos que, cada vez mais, conscientizar a sociedade de que por trás de nossa natureza sexual existe algo que nos assemelha a toda e qualquer pessoa vivente: somos reles mortais, simples seres humanos. Nossa existência é tão importanate para a sociedade quanto a vida de qualquer outro ser vivo.

Por séculos tivemos de viver nas sombras. Fomos por muito tempo marginalizados, o que fez com que muitos de nós vivesse, e muitos ainda vivem, uma vida dupla para tentar seguir supostas normas de convívio social de uma sociedade opressora e preconceituosa. Mas não podemos mais e nem queremos mais fugir de quem somos e de poder viver e demonstar nosso amor como todo e qualquer cidadão.

Celebremos hoje nosso direito de ir e vir, nossa capacidade sermos únicos, independentemente de quem amamos ou mantemos relacionamentos. Hoje, muito mais do que uma data para dizer “eu tenho orgulho de ser gay”, é uma data para os demais dizerem “eu respeito, aceito e tenho compaixão com o meu próximo diferente de mim”. Se mantivermos esta energia e abraçarmos nossas diferencas eu acredito que o mundo que John Lennon nos sugere visualizar na letra de Imagine será possível. Como diz Gisele Bundchen: “se podemos sonhar, podemos realizar”.

ESTÁ OK FAZER NADA!

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A quarente nos assola e assim que ela chegou todos nos preocupamos no que fazer para não ficarmos ociosos e assim fazer com que o tempo passe mais rápido ou para passarmos o tempo tirando o maior proveito dele. Mas acredite, não há essa necessidade toda de se “bitolar” em ser produtivo 100% do tempo. Está ok ficar sem fazer absolutamente nada, tá?!

Sei que muitos de nós, assim como eu, que trabalho com escrita e tenho prazos para trabalhar de casa, segue sua rotina embora de maneira adaptada para a opção home office de produtividade. Tanto nós que trabalhamos de casa quanto o pessoal que ficou absolutamente sem o que fazer pela quarentena, estamos num empasse de “tenho que me ocupar ao máximo” e “estou cansado de todas as opção do que fazer” e assim nos frustramos.

Muitos estão se virando lotando sua rotina diária com mil e uma atividades e fazendo tutoriais de como devemos aproveitar esse tempo pra sermos bem mais produtivos. É gente dizendo que podemos fazer cursos de idiomas, gente dizendo que faxina a casa duas ou três vezes por dia, há quem também se jogue nas lives e as faça diariamente, tem também “as loucas da produção de conteúdo” que não saem da internet, enfim, tem muita gente dizendo que a gente NÃO PODE parar por um minuto sequer ou vamos enlouquecer. Acredite: o excesso de infromação também pode ser enlouquecedor. Então, apenas PARE!

Tem gente com esse ritmo acelerado e tá ótimo pra eles se eles conguem manter-se bem em meio ao excesso de atividade que planejam para ocupar-se. Caso esse não seja o teu time, tá tudo ok se tu preferes tirar umas horas a mais na cama, deixar as séries, os livros, atividades físicas e tudo mais que todos estão dizendo que temos a obrigação de fazer de lado. O que importa agora é que tu consigas respirar fundo diante do caos instaurado pela situação e sentir-se bem fazendo que quiser, mesmo que isso seja o completo ócio.

Nos meus maiores momentos de ócio nasceram minhas melhores ideias, como criar o blog, criar perfis alternativos para outros projetos no instagram e começar um projeto novo que em breve abordarei aqui. Mas ainda assim, tu que estás lendo não é eu e se tu não vive com tanto pique ou criatividade tá tudo mais que bem de tu seguires teu ritmo e ficar menos produtivo e mais introspectivo durante este período. Afinal, é uma pandemia. Só lembra de te alimentar bem, manter a higiene, não te isolar tanto dos amigo a ponto de sentir-se deprê, mantenha contato com eles nas redes sociais para tê-los como rede de apoio, e dê a si mesmo o tempo que precisas. Com calma tudo se ajeita e até mesmo o fazer nada pode gerar certo prazer. Contanto que tu fiques em casa, sinta-se bem sendo quem és, sendo alguém mega produtivo ou não.

8 DICA DO QUE FAZER EM QUARENTENA

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Após sete dias sem post, eis-me aqui para informar que o Monologay voltará a ter dois posts semanais (em primeiro momento) dadas minhas demandas atuais. Tenho o lançamento do e-book de coletânea de cronicas (com material inédito) e do primeiro livro, TODO AMOR QUE NUNCA TE DEI, chegando e um novo projeto, que divulgarei aqui, para os próximos dias. Com isso, adicionado a escrita de um novo livro, já em produção, se faz necessário desacelerar por aqui. Os posts seguirão sendo postados nas quartas e domingos.

Mas vamos ao motivo do post de hoje, pois todos sabemos que estaremos nos próximos dias recolhidos por motivos de saúde. Nos movimentarmos, na verdade deixar de nos movimentar, em prol da saúde pública é a melhor solução agora. Nunca se ouviu tanto a palavra quarentena quanto ouvimos de uns dias pra cá. Mas convenhamos que a gente passa tempos pedindo por férias ou uma pausa nos trabalhos, mas quando temos já no segundo dia o tédio começa a bater e vai dando aquela ansiedade e precisamos urgentemente de mais ocupação.

Muito mais do que te oferecer opções de entretenimento, neste posto, eu te ofereço a chance de desapegar das notícias, desfocar um pouco da TV aberta e de todo sensacionalismo que só nos deixa em crises de ansiedade sem a menor necessidade.

Então, aqui vão algumas dicas legais para entreter-se enquanto em quarentena.

1 – Testes do Buzzfeed

O site do Buzzfeed Brasil está repleto daqueles testes, por vezes bobos, que são maravilhosos e, além de nos distrair, são ótimos pra darmos boas risadas. Clica no link abaixo e te joga lá:

buzzfeed.com/br/quizzes

2 – Maratona de vídeos em canais legais no youtube

O YouTube sempre é uma excelente saída quando o assunto é entretenimento e fugir das ofertas caóticas atuais da TV aberta. Além de poder assistir vídeos dos teus Youtubers favoritos, que todos temos, tu podes ainda pesquisar documentários, entrevistas, shows e até mesmo vídeo aulas, para passar este tempo de maneira produtiva.

3 – Começar um diário ou um blog

A escrito terapia me tem sido uma saída para tudo desde a adolescência, quando eu ainda não tinha ideia de que seria escritor e levaria a escrita pra vida em forma de profissão (sou redator publicitário, pra quem ainda não sabe). Sites como wordpress, blogspot e webnode te oferecem a oportunidade de criar teu blog e poderes postar neste espaço digital o que tu quiseres, como faço aqui. Com sorte rende um livro.

4 – Criar um Instagram de projeto ou arte

Sabe aquele teu projeto engavetado de poesia, de divulgação de teus desenhos, de resenhar livros, séries e filmes, das trufas da tua mãe ou, até mesmo, de compartilhar qualquer coisa que tu sente que tem domínio suficiente para falar sobre? Tá aí uma boa hora pra escolher um nome de usuário e começar a postar e divulgar um novo perfil de Instagram.

5 – Criar playlists alegres para desopilar

Nesse momento em que só se fala em coronavírus, tudo que precisamos é de relaxar e atrair boas energias. Quer algo mais relaxante e good vibes do que ouvir uma boa playlist? Então, bora criar playlists bacanas, compartilhar com os amigos nas redes sociais e via whatsapp e pedir playlists dos amigos pra tu conhecer música nova também.

6 – Ouvir podcasts legais pra se distrair e se informar

Quem me conhece sabe que eu sou louco por podcasts. Ouço de cinco a oito programas variados por semana. O Spotify está repleto de bons podcasts e tu podes ouvir a hora que quiseres. Deixo abaixo algumas de minhas opções favoritas.

7 – Baixar app de exercícios físicos

Já dei dicas para se distrair e se ocupar, mas convenhamos que mesmo ficando em casa, alguma atividade corporal se faz necessária. Nada que uma boa pesquisa no Google sobre bons aplicativos de atividade físicas não ajude. Eu baixei um de Yoga para iniciantes e começarei hoje.

8 – Ler, ler, ler e ler mais um pouco

Bem sabemos que a melhor forma de saber é ler. A literatura te transporta para outros lugares e te desperta sensações. Um livro é uma porta aberta para um mundo novo. Quase sempre temos em casa aquele livro não acabado ou comprado e esquecido. Atualmente também há a opção de livros digitais parar serem baixados e lidos diretamente no smartphone. Caso tu não seja tanto de livros, procura um blog sobre um tema que tu curtas e apenas te joga. Lembrando que aqui no blog tem mais de 100 crônicas postadas.

Creio que com essas oito dicas, alternando-as, tu já podes te ocupar super bem e fugir do tédio.

BENDITA NOIA

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Não é de hoje que eu identifico algo pequeno, mas que por vezes pode tomar proporções enormes em minha vida, chegando e me remoendo por horas. Começa com um pequeno pensamento ruinzinho, uma badzinha, eu diria, que aos poucos eu vou alimentando e quando vejo já vira aquilo que eu mais detesto e temo viver, a noia.

Noia é a gíria para a palavra paranóia. Paranóia vem do grego “Para”, que significa próximo, quase, também contra em dois sentidos: perto de alguém, juntos, íntimos, mas também lutar ou guerrear contra alguém. “Nóia” significa razão, compreensão, entendimento. Segundo o dicionário popular, noia é o sentimento que se dá quando alimentamos algo que surge, e só existe, em nossa mente. Pode ser um pensamento bobo e sem pretensão de machucar alguém, mas quando entramos na onda da noia e deixamos que ela cresça, pode chegar ao ponto em que nem nós mesmos nos reconheçamos dadas tamanhas alterações que nos causam.

Ser uma pessoa noiada, como eu me classifico ser, é terrível. Geralmente a gente sofre por antecipação, a gente cria situações que não existem e fica alimentando uns “e se” ou ”será” risíveis e ridículos. Temos noias porque o amigo deixou de procurar ou responder, pelo boy que não comentou na foto nova, “porque a fulana tá com a vida ótima e a minha tá tosca, se eu me esforço tanto quanto ela?” ou, até mesmo, noiamos em porque tá tudo tão perfeito e criamos um problema que existe somente em nossa cabeça pra dizer ”deu, agora tá normal, tem treta”.

Enfim, ter noia é ridículo. Pode parecer até o cúmulo da imaturidade aliada a falta de ocupação. Mas acredite, todo mundo acha tempo para uma noia, até mesmo a pessoa mais ocupada do mundo arranjas seus minutinhos. A noia exige e merece ser tratada e reparada antes que gere danos psíquicos e até físicos a quem as tem quem os cerca.

A noia já é algo que faz tanta parte da vida de algumas pessoas que até já virou tema de podcast. A maravilhosa escritora e roteirista Camila Fremder criou ano passado o sucesso É NOIA MINHA?. No podcast, onde junto de convidados, ela debate se eles têm as mesmas neuras que ela referente a noia proposta de tema na semana. Sempre rende bons risos, boas observações, reflexões e ao final até rolam dicas de como lidar ou superar a noia da vez.

Concluo que a gente deve ter paciência e encarar a noia sem medo. Expor pra psicóloga, amigos e parceiros ajuda e pode fazer com que a noia suma ou diminuir noias contínuas. No início, eu evitava falar sobre, guardava pra mim e isso só fazia com que esses pensamentos durassem dias e dias. Hoje eu solto tudo, escrevo, conto sobre, analiso e me livro sempre que dá. No fim, já tô tirando de letra com tanta frequência que quando me surge alguma eu já penso: “noia nova, seja bem vinda. Pode entrar que junto a gente se trata e logo te despacho”.

A CHAVE PARA O SUCESSO: DISCIPLINA, METAS E LISTAS

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Se tem algo que vejo em comum na biografia de diversas pessoas bem sucedidas, esse algo é que eles são extremamente disciplinados, guiam-se por estabelecer metas e criar listas. Se tem algo que minha experiencia própria diz que funciona para fazer acontecer suas realizações pessoais, adivinhe o que é: disciplina, ter metas e usufruir de listas para alcançá-las. Sim, foi assim que eu guiei meu ano de 2019 para conseguir escrever mais, fazer com que o blog não parasse, ser publicado no jornal, conseguir alguns jobs, escrever dois livros em alguns meses, sim, dois, e realizar o meu maior sonho, assinar um contrato de publicação de meu primeiro livro.

Nada cai do céu, já se diz por aí popularmente. Então, se tu queres algo, é necessário que tu faças por onde. Como faremos por onde se não tivermos disciplina e organização mínimas? Madonna, Gisele Bundchen, Steve Jobs, Fernanda Young, Fernanda Montenegro e até mesmo Silvio Santos, todos começaram pequenos e começaram doando-se para seus sonhos estabelecendo pequenas metas para que, aos poucos, chegassem longe.

Em um dia em que tinha algumas coisas pra fazer e eu queria fazer um milhão de coisas a mais, me peguei fazendo algo que meu virginianismo me move a fazer desde a adolescência: listas. Quem corre atrás de realizar-se sabe que sem metas e o auxílio de listas parece que nada anda. Olhei para trás e revisitei o Braian de 2019, que em maio retomou o blog, em agosto estava sendo publicado em jornal, em novembro tinha um livro escrito, em dezembro o segundo livro e, também em dezembro, um contrato assinado para a publicação do primeiro livro. Tudo isso hoje me parece impossível sem o auxílio de listas.

Comecei traçando uma lista do que queria realizar no ano. Foi uma lista a longo prazo. Depois eu fui semanalmente fazendo listas para o que devia cumprir em sete dias para que tudo fluísse. Por fim eu fazia listas diárias com tarefas menores e mais urgentes. As tarefas diárias incluíam escrever um texto por dia, escrever um capítulo de livro por dia e ler no mínimo trinta páginas de livros por dia, para aprimorar-me como leitor. Também incluí em minha lista diária esporadicamente assistir vídeo aulas de escrita criativa. Assim, ao final do ano meus resultados foram além de minhas expectativas.

Não sou um sucesso literário. De fato nem senti o gostinho de livro lançado ainda, o que acontece primeiramente com o e-book MONOLOGAY, coletânea de crônicas de 2009 a 2020, em 13 de abril e também na pré venda do romance autobiográfico TODO AMOR QUE EU NUNCA TE DEI em 4 de maio. Mas se tem algo que posso dizer que aprendi com 2019 é que se impor disciplina, estabelecer metas e se organizar por listas é, sim, a chave para a realização pessoal. E realização pessoal, para mim, já é o sucesso alcançado e o coração aquecido.

JOGANDO PRO UNIVERSO

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Estava conversando com meu namorado sobre a frustração de algumas coisas das quais me dedico a fazer acontecerem estarem completamente paradas e uma frase que preciso me lembrar com mais frequência me foi dita: “nem tudo depende da gente.” Pronto, havia começado meu processo de aquietação de mente e coração.

Quantas vezes já nos pegamos angustiados, agoniados e nos escabelando pela falta do ‘andar da carruagem’ tal qual queríamos que fosse? A expectativa de que tua flua assim que começamos a trabalhar em um novo projeto ou no que quer que seja é sempre um peso quando não direcionamos o olhar para nos atentarmos ao fato de que não depende só de nós.

Isso, para mim e para muitos, já que vivemos na era do imediatismo e de tudo a um clique, pode ser desesperador e altamente estressante. Mas precisa ser constantemente lembrado, principalmente quando, ao observarmos a situação, sabemos que estamos dando, ou já demos, o nosso melhor. Ás vezes correr atrás e se dedicar não basta pois está acima da gente uma resposta ou a concretização daquilo ao qual estamos nos dedicando incansavelmente.

Tudo vem de uma resposta da vida que não está apenas ao nosso dispor. Para um relacionamento dar certo necessitamos do outro, para o convívio familiar fluir é necessário o mínimo de desejo mútuo, para um trabalho ser aceito dependemos do chefe, para chegar algum lugar dependemos de inúmeros fatores como o meio de transporte ou que nos depararemos no caminho. Viu só como quase nada depende da gente nessa vida? Talvez a única coisa que depende de nós é como vamos lidar com as coisas que nos acontecem. Nossa reação é sempre controlável e cabe somente a ti guiar teu próximo passo baseado nas negativas da vida. Na maior parte das vezes a única alternativa é dar uma respirada e esperar dizendo pra si mesmo ‘calma coração’.

Falando em esperar, um ponto importante por mim esquecido frequentemente é o fator tempo. Por mais que me irrite, e muito, quando alguém me diz pra dar tempo ao tempo a máxima segue sendo necessária. Por vezes estamos em um ritmo acelerado e almejando com tanta força que nem damos ao Universo o tempo necessário para trabalhar em nossa realização.

Tenho sérios problemas com ficar ‘parado’. Trabalho de casa, mas por trabalhar com criatividade, administrando o blog, projetos paralelos e outras cositas más, sinto que se estou parado por uma hora já não estou aproveitando um tempo que poderia estar produzindo. Tenho esse pensamento até na hora de descansar, que é mais do que necessário. Desde muito cedo acho que dormir é perda de tempo pois a vida acontece enquanto durmo. Soa meio insano, mas sempre penso que poderia estar escrevendo ou lendo, afim de aprimorar conhecimentos e afins.

Após muito refletir na noite que passou e me permitir seis horas de sono, algo muito raro para mim, eu concluí que devo jogar para o Universo algumas coisas e esperar ações que estão acima de meu querer. Saber correr atrás é necessário, sempre. Mas ter consciência de que nada se cria de noite pro dia e nem tudo vai fluir ao tempo em que queremos que seja deixa tudo menos pesado e nos livra da autocobrança. Joguemos pro Uni, apenas joguemos.